quarta-feira, abril 15

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma entrevista à ABC News que gosta do primeiro-ministro eleito da Hungria, Peter Magyar. Ele acredita que Magyar “vai fazer um bom trabalho” após vencer o nacionalista Viktor Orbán, que contava com o apoio de Washington.

Viktor Orbán, que mantinha fortes ligações tanto com os Estados Unidos quanto com a Rússia, perdeu as eleições realizadas no último domingo. Ele estava há 16 anos no poder e foi derrotado pelo partido Tisza, de Magyar. A votação registrou um índice de participação recorde.

“Acho que o novo líder vai fazer um bom trabalho; é um homem bom”, disse Trump na terça-feira, dia 14. A declaração foi dada ao correspondente da ABC, Jonathan Karl, que a publicou em sua conta na rede social X.

De acordo com o relato de Karl, Trump ressaltou que Magyar já fez parte do partido de Orbán e compartilha visões parecidas sobre a questão da imigração. “Acho que ele vai ser bom”, completou o ex-presidente americano.

A declaração de Trump ocorre após o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ter visitado Budapeste na semana anterior às eleições. O objetivo da viagem era fazer campanha em apoio a Orbán, a quem Vance elogiou publicamente, descrevendo-o como um “modelo” para a Europa.

Questionado sobre se uma eventual viagem sua para apoiar Orbán teria mudado o resultado, Trump disse ao correspondente que não sabia. Ele argumentou que Orbán “estava muito atrás” nas pesquisas de intenção de voto. “Não me envolvi muito nesta. Embora Viktor seja um homem bom”, afirmou Trump.

A vitória de Peter Magyar e a consequente derrota de Viktor Orbán são vistas por analistas como um revés para as forças nacionalistas em nível global. O resultado também é interpretado como um sinal de que o movimento político associado a Trump pode estar perdendo força no cenário europeu.

Além disso, a mudança de governo na Hungria sugere que, em certos contextos, uma estreita associação com a figura do presidente dos Estados Unidos pode se tornar um peso na política de outros países. A avaliação é de que os eleitores húngaros buscaram uma alternativa após quase duas décadas de governo de Orbán.

O partido Tisza, liderado por Magyar, conseguiu mobilizar um eleitorado amplo, capitalizando o desejo por renovação. A alta participação dos eleitores foi um dos fatores decisivos para o desfecho eleitoral, marcando um novo capítulo na política húngara.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados