terça-feira, abril 14

O Ciclo Nacional da Ecoeficiência (CNE 2026) mobilizou cem empresas em sua primeira semana de operação. A iniciativa foi lançada em 07 de abril e é liderada pela Econext e pela Químea Inteligência Ambiental.

O número de adesões mostra a procura de empresas por um novo modelo de competitividade. Esse modelo é baseado na eficiência operacional e no uso inteligente de recursos.

Dados do setor de gestão indicam que desperdícios podem custar até 30% do faturamento de uma empresa no Brasil. No mercado global, a economia circular deve movimentar US$ 4,5 trilhões até 2030. O ciclo surge para transformar o custo ambiental em margem de lucro e vantagem competitiva.

A liderança de Marçal Paim no movimento tem base em sua experiência técnica. Ele é mestre em Engenharia de Produção pela UFSM, autor de livros sobre gestão de resíduos e fundou a Químea em 2023. A empresa é hoje a maior rede de franquias ambientais do país.

Sua mudança de consultor para arquiteto de soluções digitais dá ao projeto uma base científica. Isso busca garantir diagnósticos precisos e com viabilidade econômica para os participantes.

A metodologia do trabalho se concentra em cinco áreas: produtividade, gestão, energia, água e resíduos. O movimento oferece um diagnóstico ágil e uma autoavaliação gratuita. A ideia é que o gestor veja rapidamente onde pode melhorar seus processos.

O objetivo é criar um efeito em rede. A eficiência de uma empresa pode impulsionar toda a sua cadeia produtiva, gerando valor compartilhado.

As cem primeiras empresas inscritas são de diversos portes. Isso demonstra que a ecoeficiência não é mais um tema apenas para grandes corporações. O engajamento desse grupo inicial aponta para uma mudança de mentalidade no empresariado.

A otimização de processos passa a ser vista como central para o crescimento das empresas. A grande adesão validaria a proposta de valor desenhada para o mercado brasileiro.

Com a perspectiva de um Ranking Nacional de Competitividade Ecoeficiente, o ciclo inicia um novo momento para a gestão no país. As organizações que participam garantem um posicionamento diferenciado perante investidores e consumidores.

Esses públicos cada vez mais priorizam transparência e inteligência operacional. O esforço conjunto das instituições líderes pretende assegurar um legado de inovação e resiliência para a economia brasileira.

A reportagem original foi publicada no Jornal de Brasília, pela colunista Analice Nicolau. O material informa sobre o lançamento do movimento no cenário empresarial nacional.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados