quinta-feira, maio 7

Brasília, 6 – O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), relator do projeto de lei que trata dos minerais críticos e estratégicos, decidiu retirar do texto a exigência de “anuência prévia” de um Conselho Ministerial para casos de mudança de controle societário de empresas que detêm direitos minerários nessa área. Com a alteração, o colegiado passará a ter a função de “homologar” a operação, ou seja, validar um ato que já foi realizado pelas empresas.

A justificativa apresentada para essa mudança foi o risco de litígio comercial. O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) terá a atribuição de propor políticas e ações públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva dos minerais críticos e estratégicos no Brasil. O colegiado será composto por 15 representantes de órgãos do Poder Executivo federal, além de um representante dos estados e do Distrito Federal, um representante dos municípios e um representante do setor privado.

Segundo informações do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a criação desse conselho ocorreu a pedido do governo. A medida gerou discordâncias nos bastidores. Enquanto o governo defende a necessidade de o Estado gerenciar a atividade nas reservas brasileiras, com base na soberania nacional, as empresas criticam a intervenção estatal e apontam a falta de critérios claros para que o conselho possa, em algum momento, barrar decisões empresariais.

A diferença entre a anuência prévia e a homologação reside no momento da validação: na primeira, a operação precisaria ser aprovada antes de ocorrer; na homologação, a empresa realiza a mudança e depois submete ao conselho para validação. Essa alteração foi feita para evitar entraves que poderiam gerar disputas judiciais, conforme justificou o relator.

Estadão Conteúdo

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados