quinta-feira, maio 7

O Brasil registrou um recorde histórico de 31 mil transplantes em 2025, com alta de 21% em relação aos 25,6 mil de 2022. O avanço é atribuído a melhorias na logística e organização do Sistema Único de Saúde (SUS), com parcerias institucionais e ampliação do acesso dos pacientes.

A distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e 4 de pâncreas em 2025. A estratégia reduziu perdas de órgãos sensíveis ao tempo de isquemia.

O transporte ágil de órgãos e equipes contou com esforço conjunto do Ministério da Saúde, companhias aéreas e Força Aérea Brasileira (FAB). Foram realizados 4.808 voos, aumento de 22% na comparação com 2022, ampliando chances de transplante em diferentes regiões.

O número de equipes de captação subiu de 1.537 em 2022 para 1.600 em 2026. O Ministério da Saúde investiu na qualificação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) pelo Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT), formando mais de 1.085 profissionais em estados como Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A recusa familiar à doação de órgãos ainda é desafio. Cerca de 45% das famílias não autorizam o procedimento, geralmente em momentos de grande impacto emocional. Discutir o tema com a família pode facilitar a autorização quando o desejo de doação é conhecido.

Em 2025, o transplante de córnea foi o mais realizado: 17.790 procedimentos. Na sequência, rim (6.697), medula óssea (3.993), fígado (2.573) e coração (427). O SUS financia cerca de 86% dos transplantes no país, com assistência gratuita que inclui exames, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-operatórios.

Em 2025, o Ministério da Saúde destinou R$ 1,5 bilhão ao sistema, crescimento de 37% em relação aos R$ 1,1 bilhão de 2022.

O acesso aos transplantes ocorre pelo SNT, com avaliação e inscrição em lista de espera dinâmica. Modernizações, como a Prova Cruzada Virtual, aprimoram a compatibilidade e agilizam o processo, reduzindo riscos de rejeição.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados