quinta-feira, maio 7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (6) pela plataforma Truth Social que o salão de festas que quer construir na Casa Branca terá custo estimado em menos de US$ 400 milhões (R$ 2,28 bilhões). O valor é o dobro do inicialmente estimado para a construção polêmica.

Trump escreveu que o único motivo para a mudança no custo é que, após estudos aprofundados, o novo salão terá quase o dobro do tamanho e uma qualidade superior à proposta original. Segundo ele, o projeto anterior não seria adequado para acomodar eventos, reuniões e até mesmo futuras posses presidenciais.

O custo original previsto para o projeto era de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão). Agora, Trump diz que o projeto final custará “menos de US$ 400 milhões”. “[O novo salão] será magnífico, seguro e protegido!”, escreveu Trump em sua rede social.

O presidente acrescentou ainda que o salão “está sendo construído rapidamente” e que a obra está “adiantada em relação ao cronograma e abaixo do orçamento”.

Em julho de 2025, o governo Trump anunciou planos para a construção do salão de festas luxuoso na Casa Branca. A reforma, considerada ambiciosa e ao mesmo tempo controversa, é desejo antigo do presidente, que com frequência reclama da falta de espaços para receber convidados na residência oficial, em Washington. A obra foi anunciada pela secretária de Imprensa do governo, Karoline Leavitt, com previsão de conclusão antes do fim do atual mandato de Trump, em janeiro de 2029.

O projeto ganhou novo impulso após um homem armado invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no último dia 26, forçando a retirada de Trump e dos demais presentes. O presidente e seus aliados usaram o incidente para pressionar pelo avanço das obras, argumentando que o salão, com vidros à prova de balas e recursos de segurança, tornaria desnecessário que o presidente compareça a eventos fora da Casa Branca.

O novo salão poderá acolher cerca de 650 pessoas, segundo o governo, e será erguido na parte leste da Casa Branca, atualmente ocupada por escritórios e salas de apoio, como os usados pela equipe da primeira-dama Melania Trump, que serão temporariamente realocados durante a obra. A ala foi demolida de forma abrupta e surpreendente em outubro do ano passado para dar lugar à obra.

Com cerca de 8.400 metros quadrados, o novo espaço poderá configurar a maior intervenção estrutural na Casa Branca desde 1952, quando o então presidente Harry Truman ordenou uma reforma ampla no local.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados