quarta-feira, abril 22

Os argumentos finais no novo julgamento do ex-produtor de cinema americano Harvey Weinstein começaram nesta terça-feira, dia 21. O júri de 12 membros em Nova York ouviu as alegações sobre a acusação de estupro feita pela atriz Jessica Mann.

Weinstein, uma figura central no movimento #MeToo, já está preso por outros casos de abuso sexual. Ele permanecerá encarcerado independentemente do resultado deste novo veredicto.

O julgamento anterior sobre o suposto estupro de Mann foi anulado em junho passado devido a divergências entre os jurados. O processo atual teve início no dia 14 de abril.

Weinstein, de 74 anos, compareceu ao tribunal da Suprema Corte de Nova York, em Manhattan, em uma cadeira de rodas. Ele responde por acusações de estupro em terceiro grau.

A promotora-adjunta Candace White afirmou que o caso trata de poder, controle e manipulação. Ela acusou Weinstein de usar sua influência em Hollywood para se aproveitar de Mann, prometendo a ela um papel em um filme, mesmo sabendo que ela não teria chance.

A promotora disse ao júri que a infância de Mann, marcada por abusos sexuais, a tornou o alvo perfeito para o ex-produtor. “O réu se aproveitou de uma jovem vulnerável”, acrescentou. Já o advogado de defesa, Jacob Kaplan, disse que a questão central é consentimento, livre arbítrio e arrependimento.

O advogado de Weinstein acusou a atriz de esconder um relacionamento de anos com seu cliente. Segundo ele, Mann não queria que as pessoas pensassem que ela dormia com Weinstein para obter sucesso na carreira.

Harvey Weinstein já cumpre uma sentença de 16 anos de prisão pelo estupro de outra atriz, condenação dada por um tribunal de Los Angeles, na Califórnia.

A defesa do réu entrou com recurso contra essa condenação, assim como fez em outro caso por agressão sexual contra a produtora de cinema Miriam Haley.

Weinstein contratou uma nova equipe de advogados para este julgamento, que inclui Marc Agnifilo. Este advogado também representa personalidades como o rapper Sean “Diddy” Combs.

O caso contra Weinstein ganhou notoriedade mundial após denúncias de mais de 80 mulheres, publicadas pelos veículos The New Yorker e The New York Times. Essas reportagens foram um estímulo para a criação e expansão do movimento MeToo.

O julgamento segue agora para a deliberação do júri, que avaliará as evidências e os argumentos apresentados por acusação e defesa. A expectativa é que o veredicto seja conhecido em breve.

O caso continua a atrair atenção internacional, refletindo o impacto duradouro das discussões sobre abuso de poder e assédio sexual na indústria do entretenimento e em outros setores.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados