domingo, agosto 16

Os ex-jogadores Marcelinho Carioca e Edmundo declararam juntos R$ 61,4 milhões em bens à Justiça Eleitoral. O valor é a soma do patrimônio de Marcelinho Carioca (R$ 45,4 milhões) e Edmundo (R$ 16 milhões). O montante coloca os dois ex-atletas em um patamar financeiro que, no cenário político nacional, só encontra concorrência entre grandes empresários e nomes do agronegócio, como os governadores Romeu Zema (R$ 178,7 milhões) e Ronaldo Caiado (R$ 52,5 milhões).

O patrimônio dos ex-jogadores supera com folga o de lideranças políticas tradicionais. A soma dos bens declarados por Luiz Inácio Lula da Silva (R$ 4,8 milhões) e Flávio Bolsonaro (R$ 8,2 milhões) é mais de quatro vezes menor que o total acumulado pelos ex-boleiros.

No Distrito Federal, a diferença também é expressiva. Todos os principais candidatos ao Palácio do Buriti declararam, juntos, menos de R$ 3,5 milhões em bens. O valor inclui as declarações de Celina Leão (R$ 440 mil), José Roberto Arruda (R$ 830,1 mil), Leandro Grass (R$ 285 mil) e Paula Belmonte (R$ 1,8 milhão). Esse total representa menos de 6% do patrimônio combinado de Marcelinho Carioca e Edmundo.

A comparação entre os números mostra duas realidades distintas. De um lado, estão os atletas de alto rendimento, que acumularam fortuna por meio de contratos de imagem, luvas e investimentos imobiliários. Do outro, estão os políticos de carreira, cujas declarações de bens costumam refletir salários do serviço público e imóveis registrados pelo valor de compra, que não acompanham a valorização do mercado.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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