domingo, agosto 16

As declarações de bens dos candidatos à Presidência da República para as eleições de 2026 revelam uma grande diferença entre os patrimônios informados à Justiça Eleitoral. Os valores registrados até agora vão de R$ 33 mil a R$ 242 milhões.

O maior patrimônio é do escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), que declarou R$ 242 milhões em bens. Na outra ponta está Samara Martins (UP), com R$ 33 mil. A diferença entre os dois patrimônios supera R$ 241,9 milhões.

A entrega da relação de bens faz parte do registro das candidaturas. Os dados são públicos e podem ser consultados na plataforma DivulgaCand, da Justiça Eleitoral. O prazo para envio das informações termina às 19h deste sábado (15).

Augusto Cury (Avante) lidera a lista com R$ 242 milhões. Desse total, cerca de R$ 121 milhões são empréstimos feitos à empresa Filadélfia Nature Participações. A declaração inclui ainda R$ 54 milhões em participações societárias e R$ 33 milhões em ações. O candidato a vice na chapa, Júlio Delgado (Avante), declarou R$ 3,5 milhões.

Romeu Zema (Novo) informou R$ 178,7 milhões, um aumento de 37,7% em relação ao que declarou em 2022. A maior parte dos bens está ligada a participações empresariais, incluindo R$ 94,5 milhões em uma holding familiar. O vice na chapa, Eduardo Girão (Novo), declarou R$ 34,1 milhões.

Ronaldo Caiado (PSD) registrou R$ 52,5 milhões, mais que o dobro do valor de 2022, com crescimento de 111%. O candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab (PSD), declarou R$ 21 milhões.

Wilson Grassi (Democrata) informou R$ 50 milhões, com bens em imóveis, direitos sobre propriedades financiadas e participações em empresas. A candidata a vice, Suêd Haidar (Democrata), declarou R$ 460 mil.

Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões, um aumento de cerca de 370% em relação a 2018, quando foi eleito senador. Entre os bens está uma casa em Brasília avaliada em R$ 6,2 milhões. O candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), informou R$ 565 mil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, informou R$ 4,8 milhões, uma redução de 35,7% em relação aos R$ 7,4 milhões declarados em 2022. A queda se deve principalmente aos planos de previdência privada, que passaram de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou R$ 3,3 milhões.

Clariana Barão (DC) apresentou cerca de R$ 1,8 milhão, incluindo três casas, um apartamento, uma fração de terreno e um Land Rover Discovery Sport avaliado em R$ 376 mil. A candidata a vice, Fabiana Torquato (DC), declarou R$ 2,2 milhões, valor maior que o da cabeça de chapa.

Renan Santos (Missão), em sua primeira disputa, informou R$ 795 mil, entre créditos, poupança, bens de atividade autônoma e participações societárias. O candidato a vice, Coronel Medina (Missão), declarou R$ 1,6 milhão, incluindo uma medalha de ouro de R$ 200 mil e uma espada de oficial da Polícia Militar.

Edmilson Costa (PCB) declarou R$ 454,4 mil, valor 9,4% menor que o de 2014. O principal bem é 50% de um apartamento, avaliado em R$ 350 mil. A candidata a vice, Cleusa Santos (PCB), declarou R$ 1,79 milhão.

Samara Martins (UP) tem o menor patrimônio entre os candidatos: R$ 33 mil, sendo um veículo de R$ 29 mil e R$ 4 mil em poupança. A candidata a vice, Raquel Bricio (UP), informou não possuir bens.

Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) registraram candidatura sem declarar patrimônio. Leonardo Avalanche (PRTB) ainda não havia concluído o registro até a publicação. Como o prazo termina neste sábado, os dados podem mudar.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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