terça-feira, maio 5

O Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal para reduzir o endividamento das famílias, pode abranger 27,7 milhões de clientes e um estoque de R$ 97,3 bilhões, segundo comunicado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgado nesta segunda-feira, 4.

O público-alvo é formado por consumidores com renda de até cinco salários-mínimos e dívidas no cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC). A Febraban reafirmou o compromisso do setor bancário com a renegociação do passivo das famílias brasileiras, diante da inadimplência e do comprometimento de renda em níveis recordes, sobretudo entre pessoas de menor poder aquisitivo.

A entidade disse ser essencial somar esforços com o setor público e outras associações para construir uma solução capaz de devolver fôlego financeiro a milhões de brasileiros. O programa foi construído em consenso entre as entidades do setor e o Ministério da Fazenda, com o objetivo de oferecer alívio imediato aos mais endividados e recuperar gradualmente a retomada responsável do acesso ao crédito.

Na avaliação da Febraban, a oferta de garantias para uma parcela relevante das dívidas renegociadas reflete a corresponsabilidade do Estado no processo, o que reduz o custo do crédito. O mecanismo viabiliza juros inferiores aos das modalidades originais e converte dívidas mais caras em parcelas mais acessíveis. Para os bancos, a repactuação reduz o custo da inadimplência e favorece o ambiente de crédito para os mais endividados.

A Febraban pediu que o programa seja acompanhado de iniciativas de educação financeira, para apoiar as famílias no uso consciente do crédito, evitar o reendividamento e consolidar os ganhos esperados.

O endividamento das famílias brasileiras atingiu níveis históricos nos últimos anos, impulsionado pelo aumento dos juros e pela inflação. Segundo dados do Banco Central, a inadimplência das pessoas físicas superou 30% em algumas modalidades de crédito, como o cartão de crédito rotativo. O Novo Desenrola Brasil é a versão ampliada de um programa anterior, lançado em 2023, que já havia renegociado cerca de R$ 50 bilhões em dívidas. A expectativa do governo é que a nova fase beneficie principalmente consumidores de baixa renda, oferecendo condições mais favoráveis de pagamento e descontos sobre os valores totais das dívidas.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados