quarta-feira, abril 15

O Exército do Irã afirmou que o bloqueio naval conduzido pelos Estados Unidos, com início previsto para a segunda-feira, dia 13, é ilegal e um ato de pirataria. A declaração incluiu um alerta de que, caso os portos iranianos sejam ameaçados, nenhum porto na região do Golfo estará seguro.

Em comunicado lido na televisão estatal iraniana, o comandante das Forças Armadas, Khatam al Anbiya, fez a acusação formal. As restrições impostas pelos criminosos Estados Unidos à navegação marítima e ao trânsito em águas internacionais são ilegais e constituem um exemplo de pirataria, declarou o comandante.

O comunicado prosseguiu com uma advertência direta sobre as possíveis consequências. Se a segurança dos portos da República Islâmica nas águas do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia for ameaçada, nenhum porto do Golfo Pérsico nem do mar da Arábia estará a salvo, acrescentou a nota das forças armadas iranianas.

A medida americana, que motivou a forte reação do Irã, é um bloqueio naval com foco em rotas marítimas estratégicas. A ação dos EUA está centrada no controle do tráfego de embarcações em uma área de importância global para o transporte de recursos energéticos.

O governo iraniano, por meio de seu comando militar, classificou a ação dos Estados Unidos como um crime internacional. A terminologia de pirataria busca equiparar a operação naval a atos ilegais realizados por grupos não estatais em alto mar.

Especialistas em direito marítimo apontam que disputas sobre a legalidade de bloqueios em águas internacionais são frequentes entre nações. O conflito retórico entre Irã e EUA ocorre em um cenário de longa tensão geopolítica na região do Oriente Médio, com o Golfo Pérsico como palco central.

A agência de notícias AFP foi a fonte inicial da informação, reproduzida pelo Jornal de Brasília. A resposta iraniana foi divulgada de forma oficial através dos canais de mídia controlados pelo Estado, indicando a gravidade com que o país encara a situação.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados