segunda-feira, agosto 3

O Partido Liberal (PL) realizou sua convenção neste domingo (2), no Parque da Cidade, em Brasília, com o objetivo de lançar a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado Federal. A ex-primeira-dama, no entanto, não compareceu ao evento por ter sido hospitalizada. Ela segue sem participar de eventos públicos ao lado do enteado Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência com apoio do pai, Jair. Mesmo com a ausência, a candidatura dela pelo Distrito Federal está confirmada. A governadora e candidata à reeleição Celina Leão também esteve presente.

Flávio chegou ao local às 19h e discursou para pouco menos de duas mil pessoas. Em sua fala, voltou a defender a castração química para autores de crimes sexuais e a redução da maioridade penal para 14 anos. Ele também mencionou o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que os ministros “voltarão a respeitar a Constituição” em um eventual governo seu. “E vamos anistiar os presos do 8 de janeiro. O Distrito Federal vai ver Jair Bolsonaro em liberdade”, declarou. O discurso durou menos de cinco minutos.

Celina Leão, ao falar ao microfone, contou que Bia Kicis a confidenciou que o primeiro voto para deputada distrital que registrou na urna foi nela. “Hoje, quero te recompensar esse voto”, disse, de mãos dadas com a deputada. O presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, acompanhava o evento na primeira fila, ao lado de Bia Kicis, Thiago Manzoni, candidato à Câmara Federal, e de Alberto Fraga e Izalci Lucas, que também participaram da convenção do PSD que lançou José Roberto Arruda ao Palácio do Buriti. Em seus discursos, Izalci pediu votos para Flávio Bolsonaro, enquanto Fraga falou em “grupo político”, sem citar o candidato à Presidência. A senadora Damares Alves não discursou, mas foi lembrada por Celina.

Os candidatos a deputados distritais mais aplaudidos foram André Kubitscheck e Joaquim Roriz Neto. Durante os discursos, apoiadores começaram a deixar o estacionamento 11 por volta das 18h45. A estimativa da organização era de 5 mil pessoas no local. Cerca de 100 seguranças de duas empresas privadas foram contratados para o evento. Poucos deles, porém, acreditavam que a projeção seria atingida. “No máximo, mil e quinhentas”, disse um segurança, sob reserva.

Discursos e contradições

Todos os 13 candidatos à Câmara dos Deputados e os 43 postulantes à Câmara Legislativa (CLDF) discursaram. Houve falas com posições opostas. Uma candidata da área de Saúde relatou sofrimentos durante a crise sanitária da covid-19. Já Júlia Lucy, que tenta voltar à política após quatro anos, disse que se orgulhava de participar da campanha em nome de Jair Bolsonaro, “o único que teve a coragem de falar a verdade sobre a farsa da pandemia”.

Helder Oliveira se apresentou como “ex-travesti”, disse ter sido salvo “pelo pastor Sóstenes Cavalcanti e por Nikolas Ferreira” e se colocou como contraponto a Erika Hilton (PSOL). Isac Hille, que se autointitulou “o candidato da juventude”, usou seu tempo para lembrar 2023. “O único pré-candidato réu pelo dia 8 [de janeiro], preso por lutar pelo meu país”, afirmou. Edna Borges, que se identificou como “presa política”, declarou que teve, pela primeira vez, permissão para sair de casa aos fins de semana.

Uma das últimas a discursar foi Bia Kicis. Ela prometeu “impeachment dos ministros do STF que não cumprirem a Constituição”. “Vamos libertar Jair Messias Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro”, disse, e pediu que os apoiadores “vão sem medo”.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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