domingo, agosto 2

Luciana Temer, filha do ex-presidente Michel Temer, anunciou nas redes sociais que iniciou a quimioterapia para tratar um câncer de mama. A informação foi divulgada em um vídeo publicado no Instagram na sexta-feira, 31 de julho.

A professora de Direito, de 57 anos, contou que começou o tratamento no mesmo dia da gravação e descreveu o caminho como difícil. Ela também lembrou que a doença atinge uma a cada seis mulheres acima dos 50 anos no país.

Luciana explicou que refletiu bastante antes de tornar o diagnóstico público. A decisão de gravar o vídeo teve como objetivo destacar a importância dos afetos nesse momento. Ela agradeceu aos amigos e citou as mulheres que já enfrentaram a doença e passaram a compartilhar suas próprias histórias com ela, gesto que classificou como de generosidade tocante.

O câncer de mama é o tipo mais frequente entre mulheres no Brasil e no mundo. A estimativa do INCA aponta cerca de 78.610 novos casos por ano entre 2026 e 2028, o que representa um risco de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. Quando identificado em estágio inicial, a chance de cura pode chegar a 95%, segundo a FEMAMA.

No Brasil, o problema está no acesso ao diagnóstico. Dados do estudo AMAZONA mostram que mais de 70% dos diagnósticos no país ainda acontecem em fases avançadas. A mamografia segue como o exame mais importante do rastreamento, recomendada anualmente a partir dos 40 anos, e antes disso para quem tem risco maior, conforme avaliação médica.

O mastologista Guilherme Novita, da Oncoclínicas, defende ampliar a oferta de mamógrafos para que todas as pessoas em risco consigam fazer o exame. Já Luciana Landeiro, líder nacional da especialidade de tumores de mama da Oncoclínicas, lembra que o tratamento precisa olhar para a pessoa inteira, e que o cuidado humanizado melhora a adesão às terapias e a qualidade de vida ao longo de toda a jornada.

Os avanços da oncologia nos últimos anos ampliaram as opções de tratamento, com terapias alvo, imunoterapia e estratégias de medicina personalizada. A escolha de Luciana em falar publicamente sobre o diagnóstico pode incentivar outras mulheres a buscarem exames preventivos.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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