sábado, agosto 1

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de um segundo inquérito pedido pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Nesta nova fase, a PF investiga se Lulinha atuou junto à Dataprev, empresa de tecnologia da Previdência, para favorecer um empresário. A investigação começou a partir dos desvios no INSS. Um homem identificado como Cleber, que teria relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder do esquema, é um dos alvos.

A defesa de Lulinha classificou a investigação como “pesca probatória”. Os advogados afirmaram que ele não atuou em benefício de ninguém em nome do governo federal e que a PF não encontrou provas contra o empresário. A defesa de Careca do INSS disse não ter conhecimento sobre o pedido. A Folha não conseguiu contato com a defesa de Cleber, que negou irregularidades e afirmou ser amigo pessoal de Lulinha.

O novo inquérito foi aberto um dia após Mendonça autorizar outra investigação sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência para obter autorização de comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde. A suspeita é que as negociações tenham sido feitas junto à pasta e ao gabinete da Presidência.

Lulinha atua no ramo com a empresária Roberta Luchsinger e Careca do INSS. Uma das linhas de investigação aponta que Lulinha teria atuado com Roberta no mercado de canabidiol em favor da empresa World Cannabis, ligada a Careca.

A defesa de Lulinha negou irregularidades e afirmou que uma nova investigação demonstraria que falharam em encontrar alguma ligação entre ele e as fraudes do INSS. A defesa de Roberta disse não ter informação sobre o novo inquérito e afirmou que não faz sentido reabrir uma investigação que já havia sido finalizada às vésperas do processo eleitoral, a não ser para explorar politicamente.

O Ministério da Saúde informou que não tem e nunca teve contrato com a World Cannabis ou com acionistas citados, e que nunca fez repasses de recursos públicos a eles.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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