quinta-feira, agosto 6

O influenciador digital Maykon Santos foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. A decisão, tomada em segunda instância no fim de julho, é resultado da divulgação de vídeos que, de acordo com a Justiça, incentivavam rachas, colisões e outras infrações de trânsito em Peruíbe, no litoral paulista.

A sentença também proíbe o criador de conteúdo de convocar ou estimular, por qualquer meio, eventos que envolvam direção perigosa em vias públicas. A defesa de Maykon Santos informou que vai recorrer da decisão.

A ação foi movida pela Prefeitura de Peruíbe em 2024. O município alegou que o influenciador usava as redes sociais para promover encontros com manobras arriscadas e acidentes entre veículos, colocando em risco moradores, turistas e motoristas. Segundo o processo, as publicações ajudavam a aumentar a audiência e a monetização dos perfis do influenciador.

A prefeitura também levantou suspeitas de que os conteúdos estavam ligados à venda irregular de rifas de veículos. A defesa negou essa acusação.

A relatora do processo, desembargadora Flora Tossi Silva, entendeu que as postagens incentivavam comportamentos que podiam colocar em risco a integridade física de outras pessoas. A prefeitura afirmou que as gravações eram feitas principalmente na alta temporada, quando a cidade recebe mais visitantes. Nesse período, aumentam os pedidos de atendimento nos serviços de saúde e segurança pública por causa de ocorrências de trânsito.

Nos autos, Maykon Santos disse que apenas registrava momentos de lazer com amigos e que não havia provas de que tivesse organizado ou convocado eventos ilegais. Ele também negou ter usado as redes sociais para promover rifas de veículos.

Em nota à imprensa, o advogado Celso Varella afirmou que a condenação não tem respaldo nas provas apresentadas. Segundo ele, não foi demonstrado que o cliente incentivou ou organizou práticas ilícitas.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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