domingo, abril 19

A Vinícola Brasília comemora dois anos de atividade em meio às celebrações pelo aniversário de 66 anos da capital federal. A empresa, que acumula prêmios nacionais e internacionais, foi inaugurada em abril de 2024 a partir da união de dez famílias produtoras.

As vinícolas que formam o grupo são: Alto Cerrado, Boa Vista da Mata, Casa Vitor, Ercoara, Horus, Marchese, Miro, Monte Alvor, Oma Sena e Villa Triacca. A maioria dessas famílias é originária da Região Sul e se estabeleceu no Distrito Federal nas décadas de 1970 e 1980.

Os produtores utilizam técnicas adaptadas ao clima local, como a dupla poda e a colheita de inverno, aproveitando as características do Cerrado para o cultivo de uvas. Essa adaptação tem sido um dos fatores para o reconhecimento da região.

Para marcar a data, a Vinícola Brasília organizou uma programação especial que começou na segunda-feira, dia 20. A abertura foi com o lançamento de um rótulo exclusivo: o primeiro espumante de Chenin Blanc da vinícola Marchese.

Este espumante é produzido pelo método tradicional e já havia conquistado uma medalha de ouro na competição Grande Prova Vinhos do Brasil antes mesmo de seu lançamento oficial ao público.

Na terça-feira, dia 21, a programação seguiu com um fim de tarde no jardim da vinícola. O evento contou com música selecionada por um DJ, degustação de vinhos servidos em taça e garrafa, e oferta de pratos gastronômicos.

O ponto principal das comemorações foi na sexta-feira, dia 24, com um jantar harmonizado realizado na cave da vinícola. A ocasião marcou o lançamento do rótulo Tempranillo Brasília 66 anos, criado para homenagear a capital.

Esse vinho simboliza também o potencial da vitivinicultura no Distrito Federal. Em um curto espaço de tempo, a Vinícola Brasília já acumula mais de uma centena de premiações, o que destaca a qualidade da produção local.

Ronaldo Triacca, diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional dos Produtores de Vinhos de Inverno (Anprovin), comentou o crescimento. Ele resumiu a evolução da seguinte forma: “Estamos fazendo 50 anos em 5”.

Além da produção, iniciativas de sustentabilidade são parte do projeto, como o reaproveitamento de água e a preservação da vegetação nativa. O desenvolvimento econômico da região também é um foco.

O Governo do Distrito Federal oferece apoio ao setor de enoturismo. Um grupo de trabalho com vários órgãos e parceiros está estruturando a chamada Rota da Uva.

Informações sobre esse roteiro estão disponíveis no site da Secretaria de Turismo do DF (Setur-DF). A iniciativa promove visitas às vinícolas e busca enriquecer a experiência cultural e gastronômica para os visitantes.

Outro marco recente para o setor foi a inauguração de um laboratório de análises no final do mês de março. O investimento no espaço foi de aproximadamente R$ 4 milhões.

Equipado com tecnologia avançada, o laboratório oferece mais agilidade e precisão nas análises. Com isso, não é mais necessário enviar amostras para o Rio Grande do Sul.

Ronaldo Triacca explicou a importância do laboratório. Segundo ele, “O laboratório surgiu de um anseio dos produtores e será importante para a certificação dos vinhos de inverno e para elevar o padrão de qualidade”.

A cooperativa entre as famílias é vista como um pilar do sucesso. Isabella Bonato, da vinícola Oma Sena, destacou o espírito coletivo do projeto.

Ela afirmou: “O que um ganha, todo mundo ganha”. A fala enfatiza a cooperação que existe entre os produtores associados à Vinícola Brasília.

A consolidação da vinícola em apenas dois anos reforça a posição de Brasília no mapa vitivinícola brasileiro. Os eventos de aniversário uniram a celebração da cidade com os resultados do trabalho no Cerrado.

A combinação de técnicas especializadas, investimento em infraestrutura e apoio ao enoturismo forma a base para o contínuo desenvolvimento da produção de vinhos na região central do país.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados