terça-feira, agosto 18

O técnico do Japão, Hajime Moriyasu, de 57 anos, afirmou que avançar ao mata-mata da Copa do Mundo não é suficiente para sua equipe. Para ele, chegar até esta fase apenas iguala campanhas anteriores, como as de 2002, 2010, 2018 e 2022, quando a seleção também passou da fase de grupos, mas foi eliminada nas oitavas de final.

No Mundial deste ano, com a ampliação do formato e uma fase eliminatória a mais, o treinador entende que a competição começa agora, diante de adversários mais fortes. Na fase de grupos, o Japão avançou em segundo lugar no Grupo F, atrás da Holanda e à frente de Suécia e Tunísia.

O próximo desafio será a seleção brasileira, nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston. “Nós podemos dizer que a Copa do Mundo começa a partir de agora. Esperamos que tenhamos a chance de desafiá-los para sair com a vitória”, disse Moriyasu.

Segundo o treinador, seus jogadores estão ansiosos pelo confronto. “Queremos encarar esse desafio para vencer o jogo contra uma potência que já foi campeã da Copa do Mundo cinco vezes.”

O desejo de enfrentar o Brasil e a confiança de que o Japão pode vencer têm influência direta de brasileiros. Moriyasu citou a passagem de Zico pelo futebol japonês — como jogador, treinador da seleção (2002 a 2006) e dirigente de clube — e a contribuição de Falcão, que comandou a equipe nacional (1994 a 1995).

Para o técnico, a convivência com ambos deixou um legado de aprendizado, principalmente sobre a confiança individual dos atletas. “O Zico nunca jogou comigo na seleção japonesa, mas ele tem uma senioridade sobre mim e me incentivou muito quando me tornei técnico. O Falcão também foi técnico da seleção japonesa, e tive a honra de aprender com ele. Ele sempre dizia que nós tínhamos qualidade, capacidade, mas precisávamos de mais confiança”, afirmou Moriyasu.

De acordo com o treinador, Zico também ensinou sobre tática e sobre a força do individual além do coletivo. “Desde aquela época, tivemos um trabalho muito importante de desenvolvimento individual, que foi sendo lapidado ao longo dos anos.”

Share.
Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

Mapa do portal