terça-feira, junho 2

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta terça-feira, 2, a atuação da Polícia Civil do Estado na Operação Wi-Fi, que investiga suspeitas de fraude em uma licitação de R$ 108 milhões da Prefeitura da capital. A declaração foi feita após o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmar que a investigação pode ser “perseguição política” se tiver relação com a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A licitação foi vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP Entertainment Ltd, produtora do longa. A Operação Wi-Fi cumpriu mandados em oito endereços, incluindo a sede da ONG, a produtora Go UP, dois imóveis ligados à empresária e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

“A operação da polícia é uma coisa em que a gente não interfere. A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações. É uma instituição de Estado”, disse Tarcísio em coletiva de imprensa após entrega da duplicação da Rodovia Wilson Finardi (SP-191), em Rio Claro.

Na segunda-feira, 1º, Nunes foi questionado sobre a hipótese do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) de que parte dos recursos do contrato pode ter ido para a Go UP durante a produção do filme. “Eu tenho empresa de embalagem, eu tenho empresa de aterro sanitário, eu tenho fazenda, eu tenho várias atividades, eu sou prefeito, qual o problema da pessoa ter várias atividades? Então, se é essa a motivação, aí eu acho grave. Aí muda o meu discurso. Se a motivação é por conta do filme, então estão indo atrás de um contrato com a Prefeitura de 2024 por causa do filme? Aí é grave. Aí é perseguição política”, afirmou.

Tarcísio sustentou que a ação decorreu de uma apuração em andamento e de uma demanda do Ministério Público. “Havia uma investigação em curso, uma demanda do Ministério Público, e a polícia cumpriu essa demanda do Ministério Público. E, portanto, tivemos a operação. E sempre vai ser assim: a polícia vai ser e sempre será uma instituição de Estado, está a serviço do Estado”, declarou o governador.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados