segunda-feira, junho 22

O projeto de lei complementar PLP 109/2025, considerado estratégico para combater fraudes no mercado de combustíveis, está parado no Senado Federal. A informação foi divulgada pelo Sindicom, sindicato que representa as distribuidoras de combustíveis. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Se aprovado, o projeto permitirá que a Agência do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tenha acesso a informações de notas fiscais de comercialização de combustíveis. O sigilo fiscal será mantido. O objetivo é melhorar a fiscalização e combater fraudes no setor.

O combate a preços abusivos dos combustíveis é uma das tarefas da ANP. A agência tem dado prioridade a essa área nas últimas semanas. Isso permitiu o desbloqueio de um contingenciamento feito no orçamento da agência.

De acordo com o Sindicom, a proposta ainda espera a nomeação de um relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). Também há um pedido de urgência, mas ele ainda não foi analisado pelo plenário do Senado. O texto faz parte de um pacote de medidas ligado à Operação Carbono Oculto. A votação desse pacote ficou para 2026.

A matéria autoriza a ANP a acessar informações de documentos fiscais eletrônicos, como NF-e, NFC-e e CT-e. O projeto aprovado define como esse acesso será feito. Também fixa um prazo de 180 dias para a regulamentação. Além disso, prevê a formalização de convênios e acordos para o compartilhamento de dados.

Para o Sindicom, a proposta pode aumentar a eficiência da fiscalização e reduzir brechas para práticas ilegais. O diretor executivo da entidade, Mozart Rodrigues, afirmou em nota que o acesso da ANP aos dados fiscais permitirá um maior cruzamento de informações. Isso ajudará a identificar irregularidades em toda a cadeia de combustíveis.

Outro ponto do projeto é o reforço da integração entre reguladores e fiscos. Pela redação aprovada, a ANP deverá comunicar à Receita Federal e às secretarias estaduais de Fazenda quando abrir um processo sancionador que tenha possível repercussão tributária.

O texto também condiciona outorgas e autorizações de atividades reguladas pela agência ao consentimento para acesso aos dados fiscais. Empresas que já estão em operação terão que formalizar essa autorização. Isso é necessário para manter a validade dos atos e garantir a continuidade das atividades. As regras e prazos serão definidos em regulamento, segundo o Sindicom.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados