quarta-feira, agosto 19

O ator Selton Mello usou as redes sociais para fazer um apelo público para que a série “Sessão de Terapia” seja exibida na TV aberta. A declaração foi uma resposta a uma seguidora que pedia a série em um horário acessível, argumentando que um conteúdo tão necessário não deveria ficar restrito a plataformas pagas.

Selton Mello concordou com a fã e afirmou que a série poderia ajudar milhares de pessoas. Ele disse que já cansou de falar sobre o assunto e declarou que, “nem que seja de madrugada, é utilidade pública”. A série, que começou no GNT, foi relançada com mais investimento e se tornou um dos destaques do streaming, com cinco temporadas e uma sexta a caminho. Selton Mello dirige, atua e comanda o elenco.

A situação expõe um conflito de interesses. De um lado, a Globo mantém “Sessão de Terapia” como um produto exclusivo do Globoplay, tratando a série como um atrativo para assinaturas. Do outro, Selton Mello defende que o conteúdo deveria ser de utilidade pública, acessível a todos. Enquanto o canal foca em estratégias de negócio, o ator pensa no público que não tem acesso ao streaming.

Nas redes sociais, o desabafo de Selton Mello gerou uma reação em cadeia. Fãs pedem a série na TV aberta, e muitos comentam que começaram a fazer terapia após assistir ao programa. Outros dizem que se identificaram com os dilemas dos pacientes das temporadas anteriores. A discussão mostra um pedido coletivo por mais acesso ao conteúdo.

A crítica que surge é sobre a contradição da emissora, que promove campanhas sobre saúde e bem-estar, mas mantém um dos programas mais relevantes sobre saúde mental restrito a um serviço pago. Para muitos, manter “Sessão de Terapia” apenas no streaming é o mesmo que trancar um psicólogo dentro de um shopping com preço de entrada. Selton Mello pede a exibição na TV aberta não por audiência, mas porque sabe que o público que mais precisa desse tipo de conversa muitas vezes não tem recursos para acessar a plataforma.

Repercussão e contexto da série

“Sessão de Terapia” é uma série de drama que coloca o espectador na posição de paciente, abordando temas como culpa, burnout e problemas familiares. A série se destaca por seu formato de conversas intensas e silêncios significativos, em vez de discursos motivacionais. A trama já conquistou um status de cult e é respeitada pela crítica e pelo público.

O apelo de Selton Mello reacende o debate sobre o acesso a conteúdos de saúde mental no Brasil. A série, que já ajudou muitas pessoas a identificarem seus próprios problemas, é vista por muitos como uma ferramenta que deveria estar disponível para o maior número possível de brasileiros, independentemente de sua condição financeira.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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