terça-feira, maio 19

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou nesta segunda-feira (18) um decreto que estabelece estado de alerta climático por 180 dias. A medida tem caráter preventivo e busca fortalecer ações de prevenção, sobretudo diante do risco de chuvas e alagamentos associados ao El Niño.

Segundo o governo estadual, o decreto prevê investimentos em monitoramento, capacitação e modernização de barragens. A norma, porém, não se trata de decreto de situação de emergência nem de estado de calamidade pública.

O texto estabelece critérios objetivos para que municípios atingidos possam declarar situação de emergência, como precipitação superior a 80 milímetros em 24 horas, desabrigamento de famílias, interrupção de serviços essenciais, deslizamentos e alertas de nível laranja ou vermelho emitidos pela Defesa Civil estadual.

O decreto também prevê a mobilização de servidores estaduais para apoiar ações da Defesa Civil e autoriza o uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) para custear medidas preventivas e operacionais. A vigência é até novembro, com possibilidade de prorrogação.

A decisão foi tomada em meio ao monitoramento das condições climáticas no estado. Os estudos mais recentes, nacionais e do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), apontam probabilidade acima de 80% de ocorrência do El Niño já em julho. No começo de maio, a situação era de neutralidade, com aquecimento de mais de meio grau a partir de julho.

O fenômeno é caracterizado pela alteração de temperatura das águas do Oceano Pacífico. A previsão atual é de que tenha maior intensidade entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, segundo a agência norte-americana.

O estado já sofreu grandes enchentes em 1983 e 2023 provocadas pelo El Niño. Institutos ligados ao Ministério da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação também têm alertado para risco de chuvas no Sul e maior dificuldade na produção de alimentos, com instabilidade para culturas como arroz, feijão e milho.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados