segunda-feira, agosto 17

Os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% em 2025, com 111 ocorrências registradas contra 230 no ano anterior. Os dados são do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. A redução acumulada chega a 96% em uma década, entre 2016 e 2025. 15 regiões administrativas não tiveram nenhum caso registrado no período.

O secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, atribuiu os resultados ao uso de tecnologia e inteligência policial para identificar quadrilhas especializadas em furtos e roubos de celulares nos ônibus. “Buscamos identificar quadrilhas que antes atuavam em furtos e roubos dentro dos ônibus. O objetivo é evitar principalmente furtos e roubos de celulares, muitas vezes praticados por grupos organizados, inclusive com uso de armas brancas”, disse.

Uma das medidas destacadas foi o fim do pagamento da tarifa em dinheiro nos ônibus, implementado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) a partir de 2024. Antes da mudança, cerca de 29% das passagens eram pagas em espécie. Agora, o sistema é 100% digital, com tarifas cobradas por cartões de transporte, cartões bancários ou benefícios de gratuidade para idosos, pessoas com deficiência (PCD) e pessoas em situação de pobreza (PLE).

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) atua em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Todos os ônibus e terminais rodoviários são monitorados por câmeras, e as imagens são usadas na apuração de ocorrências. A identificação facial permite resposta mais rápida a suspeitos com mandado de prisão.

Patury afirmou que o trabalho continuará para reduzir ainda mais os índices e a sensação de insegurança. Ele incentivou a integração de câmeras residenciais ao sistema DF 360, acessível pelo site oficial, para ampliar a identificação de criminosos.

Motoristas e usuários relataram melhora. Wemerson Guimarães, motorista com 14 anos de experiência, disse que já passou por assaltos com arma de fogo, mas destacou a retirada do dinheiro. “A retirada do dinheiro a bordo dos veículos trouxe uma sensação maior de segurança e ajudou a diminuir os índices de assaltos”, afirmou.

A diarista Rosa de Sousa, de 51 anos, moradora de Água Quente, disse que o uso do cartão facilitou sua rotina. “Com certeza, hoje é mais tranquilo. A gente não fica mais com aquele medo de alguém entrar no ônibus para assaltar”, completou. O aposentado Edson dos Santos, de 65 anos, residente no Areal, disse: “Durante esse tempo, nunca presenciei nada dentro dos ônibus. É tranquilo rodar pelo DF”.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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