sábado, maio 2

O jornalista e crítico de futebol publicou uma análise sobre a série documental de Ronaldinho Gaúcho disponível na Netflix. O texto relata que o autor assistiu à produção durante o feriado do Dia do Trabalho e ficou impressionado com a qualidade. A série consegue condensar mais de duas décadas de carreira em algumas horas, e o resultado é positivo.

A produção acerta ao tratar Ronaldinho não apenas como um jogador a ser analisado, mas como um fenômeno a ser sentido. Ronaldinho transmitia alegria pura com seu futebol, algo que o autor compara a Garrincha na história do Brasil. A série captura bem a essência do jogador que encantou o mundo, redefiniu o que era possível com uma bola e deixou marcas nas pessoas.

Um dos pontos fortes do documentário é o reconhecimento vindo de dentro do futebol. Lionel Messi expressa carinho e gratidão genuínos pela importância de Ronaldinho no início de sua trajetória no Barcelona. A série trata essa passagem de bastão simbólica com sensibilidade.

O documentário também não foge dos momentos difíceis, como o episódio da prisão no Paraguai. O autor observa que Ronaldinho atravessa aquela situação com distanciamento e bom humor, mantendo sua essência. A produção ainda mostra o lado íntimo do jogador, especialmente a relação com a família e o irmão, humanizando um personagem que às vezes parece folclórico.

O texto conclui que Ronaldinho é um caso raro de unanimidade afetiva. Ele não era apenas admirado, mas querido. O autor compara com a geração atual: Neymar divide opiniões, e Vinícius Júnior enfrenta racismo que impacta sua expressão. Nenhum deles consegue transmitir a leveza contagiante de Ronaldinho.

O maior legado que a série resgata, segundo o autor, não são gols, títulos ou dribles, mas uma sensação de alegria coletiva que atravessava rivalidades e transformava o futebol em algo maior. Ronaldinho tinha algo difícil de explicar e impossível de fabricar: se fazia amado, inclusive pelos adversários.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados