terça-feira, agosto 18

O piloto pernambucano Rafael Câmara, de 19 anos, vive um momento de ascensão na carreira. Pole position da etapa de Barcelona da Fórmula 2 e integrante da Ferrari Driver Academy, ele conquistou na sexta-feira (12) sua segunda pole consecutiva na categoria. Ele largará na posição de honra na corrida principal deste domingo.

Em entrevista à coluna Alta Velocidade, Rafael falou sobre o início da trajetória no kart, a mudança para a Europa, a adaptação à Fórmula 2 e a experiência de testar um carro de Fórmula 1.

Ele começou no automobilismo em 2011, por influência do irmão. O pai tinha um amigo cujo filho corria de kart e deu uma chance para o irmão de Rafael conhecer o meio. O irmão andou um pouco em Recife, mas não gostou tanto quanto Rafael. Ele sempre acompanhava e, quando o irmão parou, insistiu para o pai deixá-lo correr. Começou aos seis anos.

Na época, não imaginava uma carreira profissional. Quando criança, não tem noção se aquilo vai virar algo sério. Fazia por paixão. Começou como brincadeira e acabou ficando sério.

Rafael correu de kart até os 15 anos. Começou em Recife, depois a família se mudou para São Paulo. Mais tarde, foi para os Estados Unidos e também correu na Europa.

A primeira temporada em monopostos foi na Fórmula 4 Italiana e na Fórmula 4 Alemã, disputando os dois campeonatos no mesmo ano. Também participou da F4 dos Emirados Árabes Unidos, que serviu como pré-temporada. Foi o período da Covid-19, então acabou perdendo algumas etapas.

Os resultados começaram a aparecer na FRECA. Ele fez dois anos na categoria. No primeiro, estava mais confiante, mas ainda era inconstante. Terminou em quinto lugar. No segundo ano, tudo começou a se encaixar. Conquistou o campeonato e isso abriu a oportunidade de subir para a Fórmula 3.

Na Fórmula 3, foi para a Trident. Disputou o campeonato em um nível bom e, depois, surgiu a oportunidade de ir para a Invicta.

A adaptação da Fórmula 3 para a Fórmula 2 foi tranquila e natural. Desde o primeiro dia, ele se sentiu confortável com o carro e com a equipe. Existem diferenças, como os freios de carbono e o turbo, que são as coisas que o piloto mais sente. Também há o trabalho de manter os freios na temperatura ideal. Mas nada foi complicado.

Ele venceu recentemente uma corrida de apoio em Barcelona. A vitória traz confiança para a equipe e para o piloto. Mas os pontos mais importantes estão nas corridas da Fórmula 2, então o foco continua sendo estar preparado para elas.

A experiência de pilotar um carro de Fórmula 1 foi especial. Parece outro esporte, outro nível. Os pais dele estavam lá e isso tornou tudo mais marcante. Foram dois dias de testes que ensinaram muito sobre o funcionamento de um carro e de uma equipe de Fórmula 1. É uma experiência que ele gostaria de repetir.

Rafael sente o apoio da torcida brasileira, que está acompanhando mais de perto sua trajetória. Ele afirma que é muito legal sentir esse apoio.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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