quarta-feira, agosto 19

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou nesta quinta-feira (16) três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento para apurar perdas sofridas pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

Segundo a PGE, as perdas envolvem recursos públicos da ordem de R$ 641,4 milhões aplicados em fundos administrados pelo conglomerado, atualmente em liquidação extrajudicial. As ações se concentram em aportes feitos pelo Rioprevidência em dois fundos ligados ao Grupo Master: Revolution e Texas I FIA.

No caso do Texas I FIA, a Procuradoria afirma que a perda está relacionada a uma “compra coordenada” envolvendo ações da Ambipar. A petição sustenta que, entre julho e agosto de 2024, a gestora Trustee DTVM — citada como empresa ligada à Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro — teria comprado maciçamente os papéis por meio de fundos, inflando artificialmente o preço.

A PGE afirma ainda que o Rioprevidência foi “vítima de uma armadilha arquitetada” pela administração e pela gestão do Texas I FIA, que vendeu ao ente público cotas de um fundo lastreado em uma ação “desprovida de fundamento”, segundo a peça.

A Procuradoria também aponta irregularidades no fundo Revolution. De acordo com a ação, a Acura votou favoravelmente, em nome do fundo, a alterações no regulamento de um fundo investido, o FIDC Eicon, que teriam prejudicado diretamente os cotistas — entre eles o Rioprevidência, que detém 10,7% do fundo. Entre as mudanças citadas estão a renúncia a direitos de voto e o aumento em 48 meses do prazo de amortização do investimento.

Os valores alvo das medidas cautelares chegam a R$ 616,6 milhões, considerando o montante investido no Revolution, de R$ 481,4 milhões, e a perda do Texas I FIA, de R$ 135,1 milhões. A PGE pede bloqueio de ativos via Sisbajud e a indisponibilidade de imóveis, veículos, ações, marcas, embarcações, aeronaves e até criptomoedas dos réus.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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