segunda-feira, agosto 17

A 4ª Parada LGBTQIA+ foi realizada neste domingo (28) na Lapa, região central do Rio de Janeiro, em celebração ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. O evento teve como tema “Nosso Orgulho Também se Defende nas Urnas” e contou com o lançamento de um manifesto que pede mais representantes da população LGBT no Congresso Nacional.

Além da festa, a parada teve como objetivos a mobilização social, o fortalecimento da comunidade e o combate às violências históricas contra travestis, transexuais, pessoas trans periféricas, lésbicas, bissexuais e intersexo. O documento também cobra empregabilidade trans, educação e saúde pública de qualidade, políticas públicas humanizadas e acesso universal a direitos básicos.

Indianarae Siqueira, fundadora da Casa Nem, disse que a comunidade precisa eleger pessoas que estejam comprometidas com suas demandas. Ela afirmou que, em ano eleitoral, o voto deve defender a democracia, os direitos sociais e a vida do povo, e não parlamentares “inimigos do povo e amigos de banqueiros”. Indianarae também defendeu o fim da escala 6 x 1 e um salário mínimo digno de R$ 2 mil ainda este ano, além de condições justas para trabalhadores autônomos e informais.

O manifesto também pede segurança para mulheres, pessoas negras, periféricas e LGBTQIA+, para que não sejam tratadas como problema na segurança pública. Indianarae afirmou que os eleitores LGBTQIA+ irão às urnas em outubro para defender a democracia e contra golpistas, dizendo que “nossos corpos são políticos, nosso voto é resistência”.

Marcio Villard, coordenador do Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro, afirmou que a comunidade ainda enfrenta dificuldades por falta de leis aprovadas pelo Legislativo que garantam direitos. Segundo ele, muitas garantias vêm do Supremo Tribunal Federal e de decisões judiciais, mas faltam normas como as que existem na Argentina e na Colômbia. Ele também citou o aumento anual de assassinatos e casos de violência contra pessoas LGBTs, além de retrocessos recentes, como a proibição de terapia hormonal antes dos 21 anos e a tentativa de proibir paradas em vias públicas e sem a participação de crianças e adolescentes.

A 4ª Parada LGBTQIA+ foi organizada por movimentos como Casa Nem, Grupo Transrevolução, Fórum Estadual de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro, Marcha Trans RJ, Liga Transmasculina Carioca João W. Nery, coletivos trans de universidades, AGANIM, Artgay, BrCidades-Rio, Fórum LGBT de Maricá, Frente LGBTIA+, Grupo Pela Vidda e o Coletivo LGBTI+ do Movimento Negro Unificado.

A programação incluiu um festival de pipas no Aterro do Flamengo, um piquenique na Praça Paris, testagens rápidas de HIV e outras ISTs, distribuição de camisinhas e gel lubrificante, além de uma feira com 30 empreendedores LGBTQIA+. Com informações da Agência Brasil.

Share.
Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

Mapa do portal