terça-feira, maio 26

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Música para Surdos, projeto de educadores musicais do Distrito Federal. A iniciativa oferece uma experiência de musicalização para pessoas surdas e com deficiência auditiva. A proposta parte da ideia de que a música não depende apenas da audição e busca ampliar o acesso desse público por meio de atividades de percepção corporal, vibração, movimento e experimentação sensorial.

O projeto quer criar um ambiente inclusivo para que os participantes explorem diferentes formas de sentir e produzir música. Segundo Danilo Cabral, músico, pianista, educador musical e idealizador, a oficina foi inspirada em artistas surdos ou com deficiência auditiva que marcaram a música. “Esse projeto surgiu inspirado em figuras que eram surdas ou deficientes auditivas e que se relacionam profundamente com a música”, disse o professor.

Ele citou exemplos como Beethoven, que perdeu a audição e continuou compondo, e a percussionista Evelyn Glennie. “Ela desenvolveu práticas que hoje podem ser aplicadas com esse público. Essas referências mostram que a música pode ser percebida e vivida de muitas maneiras”, destacou.

A programação começou nesta segunda-feira (25) e vai até 16 de junho, com dez encontros gratuitos no Instituto Nossa Senhora do Brasil (INOSEB), na 714/914 Sul, Asa Sul. As atividades ocorrem às segundas, terças e quintas-feiras, em duas turmas, às 15h e às 19h. As inscrições estão abertas pelo perfil @musicaparasurdosdf até que as turmas atinjam o limite de 20 alunos cada.

A oficina é voltada para pessoas surdas e com deficiência auditiva, usuárias ou não de Libras, oralizadas ou não, independentemente do grau de perda auditiva. Educadores musicais, professores, intérpretes de Libras e interessados em educação inclusiva também podem participar.

Nos encontros, os participantes terão atividades práticas e lúdicas sobre ritmo, pulsação, tempo, compasso, intensidade, altura e dinâmica musical. As vivências incluem jogos, movimentos, experimentações corporais e atividades coletivas, com foco em escuta, interação e expressão musical.

“A dinâmica das aulas busca potencializar a vivência musical dos alunos através do corpo, do movimento e da sensação vibracional do som. Vamos desenvolver atividades que envolvem movimento, práticas coletivas e dinâmicas musicais, com foco na musicalização por meio do ritmo, da percepção sonora e da criação musical”, explicou Danilo.

Esta é a segunda edição do projeto. A primeira foi em 2022, em formato intensivo. Agora, a oficina volta ampliada, com dez encontros para uma experiência mais aprofundada. O projeto usa recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados