O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou, nesta quinta-feira (28), o que classificou como uma violação do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos. A denúncia ocorre após um ataque na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país.
O porta-voz da pasta, Esmaeil Baqaei, afirmou que o Irã “tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania nacional”. No mesmo pronunciamento, ele condenou a “retórica ameaçadora” de Washington contra a república islâmica e contra o vizinho Omã.
O presidente americano Donald Trump havia ameaçado “explodir” Omã. A declaração foi feita ao ser questionado sobre um possível acordo de curto prazo que permitiria ao Irã e a Omã controlar o Estreito de Ormuz. Omã atua como mediador no conflito entre as duas nações.
Ataque e contexto regional
O ataque em Bandar Abbas representa o mais recente incidente em uma região marcada por tensões. O governo iraniano afirma que a ação militar dos EUA fere os termos do cessar-fogo estabelecido anteriormente. A cidade portuária é um ponto estratégico para o Irã, localizada próxima ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
As ameaças do presidente Trump contra Omã geraram preocupação entre os países do Golfo. Omã mantém uma posição neutra no conflito e tem atuado como interlocutor diplomático. A possibilidade de um acordo para o controle do estreito envolve interesses econômicos e de segurança de várias nações.
A resposta iraniana sinaliza que o país não aceitará o que considera uma interferência externa em sua soberania. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com atenção, temendo uma escalada militar na região.
