sexta-feira, agosto 14

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, afirmou que sua equipe vai pedir explicações à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre uma ação que classificou como “ostensiva” e fora do padrão envolvendo seu motorista na noite de terça-feira (11).

Segundo Haddad, o caso ocorreu por volta das 22h30, depois que ele foi deixado em casa, na região do Planalto Paulista, na zona sul da capital. O motorista relatou que policiais militares emparelharam a viatura com o veículo, se aproximaram do para-choque e o seguiram por um período, sem fazer uma abordagem formal.

A Secretaria de Segurança Pública, vinculada ao governo estadual, informou que determinou à Polícia Militar que identificasse as equipes que estiveram ou passaram pela região no horário informado para apurar as circunstâncias do episódio. A pasta também afirmou que o secretário Osvaldo Nico Gonçalves entrou em contato com Haddad para obter mais informações sobre o trajeto e a situação relatada. “Qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado”, diz a nota.

Em entrevista coletiva após participar de uma sabatina promovida pela OAB-SP, Haddad disse que espera ter havido uma confusão. “Eu não sei o que aconteceu, quero crer que possa ter havido alguma confusão, espero que tenha havido uma confusão”, declarou.

O candidato justificou a decisão de tornar o caso público. “Por que reportar? Porque não foi padrão. Fosse uma abordagem padrão, não tem nada a ver. Bate no ombro, no final você fala: ‘Boa sorte’, acabou, acabou a história. Não foi uma abordagem padrão. Então, precisa informar. Tenho família, tenho amigos, qualquer um de vocês acho que faria o mesmo.”

Haddad voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco. Ele contou que, ao chegar em casa, uma luz foi direcionada para dentro do veículo, o que não chamou sua atenção de imediato. O fato principal ocorreu na sequência, quando o motorista percebeu que estava sendo seguido de perto pela viatura.

“Meu motorista foi acompanhado de uma forma estranha, um pouco ostensiva, assim, emparelhar o carro, colar no para-choque traseiro, acompanhar, estacionar”, relatou. O profissional então parou no estacionamento de um hotel na Vila Mariana para tentar entender o que estava acontecendo. Segundo o relato, ele perguntou aos policiais se havia algo errado e recebeu uma resposta agressiva. Depois de um tempo, a polícia foi embora e ele seguiu para casa.

Haddad disse que o motorista ficou abalado com a situação. “Ele estava abalado até agora, porque tinham três fuzis dentro da viatura, as pessoas olhando para ele. Ele é um trabalhador.”

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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