quarta-feira, agosto 19

A Fitch Ratings informou nesta sexta-feira (17) que deixará de utilizar seu cenário adverso de guerra envolvendo o Irã como referência para sinalizar possíveis rebaixamentos de classificação de risco por meio de perspectivas negativas ou colocações em observação. A agência avaliou que a probabilidade de esse cenário se concretizar caiu abaixo do nível necessário para justificar seu uso como sinalizador de rating.

Segundo a Fitch, a decisão foi tomada apesar da retomada recente das hostilidades entre Estados Unidos e Irã e reflete a avaliação de que a desaceleração das tensões prevista em seu cenário-base “nunca seria um processo linear”.

O cenário adverso, divulgado pela primeira vez em 20 de março, considerava preço médio do petróleo Brent de US$ 100 por barril em 2026, além de menor crescimento global, inflação mais elevada, queda dos mercados acionários e condições financeiras mais restritivas. Embora considere que a probabilidade desse quadro tenha diminuído, a agência ressaltou que uma alta relevante do petróleo “continua sendo uma possibilidade” diante da retomada do conflito.

A Fitch manteve sua projeção de preço médio do Brent em US$ 87 por barril para 2026, pouco abaixo da média de US$ 88 registrada no primeiro semestre. A commodity recuou para cerca de US$ 72 no início de julho e teve média de US$ 76 entre meados de junho e meados de julho, após a assinatura do memorando de entendimento entre EUA e Irã, em 17 de junho, e a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, fatores que favoreceram a retomada do fluxo de petróleo e o aumento da produção no Oriente Médio.

Desde a retomada das hostilidades, porém, o Brent voltou a subir e era negociado em quase US$ 87 por barril nesta sexta-feira. O cenário de guerra com o Irã, que incluía um choque nos preços do petróleo e condições econômicas globais mais apertadas, foi considerado pela agência como menos provável de se concretizar no curto prazo, mesmo com a recente escalada do conflito na região.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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