quarta-feira, junho 10

A FIFA anunciou novas regras para a Copa do Mundo de 2026, com o objetivo de acelerar o jogo e reduzir a perda de tempo. As mudanças incluem limite de tempo para laterais, tiros de meta mais rápidos, substituições mais ágeis e novas funções para o VAR. As medidas são vistas como positivas para combater problemas do futebol moderno.

No entanto, a entidade recuou da proposta de reformular a regra do impedimento, defendida por Arsène Wenger. Pela ideia estudada, o atacante só estaria impedido se todo o seu corpo estivesse à frente do último defensor. Na prática, isso acabaria com a anulação de gols por centímetros, joelhos, ombros ou pontas de chuteira.

A regra atual do impedimento foi criada para evitar que jogadores ficassem parados na área adversária. Hoje, um atacante pode fazer uma jogada brilhante e ter o gol anulado porque uma parte mínima do corpo ultrapassou a linha traçada pelo VAR. O resultado é uma sensação de injustiça que afasta o torcedor.

A proposta de Wenger devolveria o benefício da dúvida ao ataque e eliminaria boa parte das polêmicas desde a chegada da tecnologia. A FIFA, porém, preferiu aperfeiçoar os mecanismos que identificam o impedimento, em vez de mudar a regra. O problema continua o mesmo, apenas será detectado com mais rapidez.

Decisão conservadora

A decisão da FIFA mostra conservadorismo e falta de coragem. As novas regras para 2026 podem tornar o futebol mais dinâmico, mas a entidade perdeu a chance de resolver uma das maiores distorções da era do VAR. Golaços continuarão sendo anulados por milímetros que nenhum ser humano percebe a olho nu.

O futebol avança em vários aspectos, mas no impedimento decidiu ficar parado no tempo. A oportunidade de mudança ficou pelo caminho, e a sensação de injustiça deve persistir nas próximas competições.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados