quarta-feira, agosto 19

Com a classificação da Espanha sobre a Bélgica, após um jogo equilibrado, a Copa do Mundo chega ao último dia das quartas de final com um cenário revelador. A França, principal força entre as seleções que seguem na disputa, já havia eliminado o Marrocos e garantido sua vaga. Neste sábado, Noruega x Inglaterra e Argentina x Suíça completam o quadro das semifinais.

A Europa já tem dois semifinalistas assegurados e terá um terceiro, já que noruegueses e ingleses se enfrentam. Resta saber se a Argentina conseguirá impedir um domínio absoluto do continente. Caso supere a Suíça, a América do Sul terá um único representante. Se for eliminada, as quatro semifinalistas serão europeias.

Esse cenário não é fruto do acaso. A Europa concentra os campeonatos mais fortes, maior capacidade de investimento, estruturas de excelência e quase todos os principais jogadores do planeta. Mesmo talentos revelados em outros continentes acabam sendo formados nesse ambiente.

A Argentina ainda tem qualidade e tradição para desafiar esse domínio, mas não encontrará facilidade diante da Suíça, que já eliminou a Colômbia e mostrou organização para incomodar qualquer adversário.

Entre as seleções sul-americanas eliminadas, talvez a Colômbia tenha merecido sorte melhor. O Brasil, não. Quase uma semana depois da eliminação, já é possível analisar o episódio sem a emoção do resultado: a seleção brasileira saiu de forma coerente com o futebol pobre que apresentou. Entre as candidatas ao título, foi a que menos justificou sua fama.

As semifinais confirmarão uma realidade que já não pode ser escondida: o centro do futebol mundial mudou de endereço. A França simboliza essa nova ordem. É forte, competitiva, respeitada, chega entre as favoritas e transformou a presença em fases decisivas em hábito. A França é hoje o que o Brasil já foi no passado.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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