segunda-feira, junho 15

Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo nesta segunda-feira (15) para o fim imediato da guerra no Oriente Médio, incluindo o conflito no Líbano. A assinatura do texto está prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

O conteúdo do acordo não foi divulgado. O Irã indicou que as negociações para um acordo definitivo devem começar em até 60 dias, abordando temas como o programa nuclear e as sanções contra sua economia.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito, anunciou o compromisso e o classificou como “passo histórico em direção à paz”. Washington e Teerã confirmaram a informação.

Em sua plataforma Truth Social, Donald Trump escreveu: “O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”. Ele também autorizou a abertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio e a suspensão do bloqueio naval dos EUA. Depois, afirmou que a passagem só será reaberta após a assinatura do acordo.

A agência iraniana Fars informou que o Irã incluiu uma cláusula sobre o pagamento de pedágio marítimo no Estreito de Ormuz. Segundo a agência, o texto recebeu uma emenda para enfatizar a soberania do Irã e de Omã sobre o estreito, por onde passa grande parte do gás e petróleo do Golfo. O uso do termo “serviços marítimos” indicaria que os EUA aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã.

O fechamento de Ormuz impactou a economia mundial, gerando inflação e problemas no abastecimento de fertilizantes para alimentos.

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que o acordo põe “fim imediato à guerra”. Uma fonte diplomática disse que os EUA e o Irã manterão negociações indiretas no Catar antes da assinatura.

Trump afirmou ao jornal The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio. Já Gharibabadi declarou que as próximas conversas tratarão do fim das sanções, da questão nuclear, da reconstrução econômica do Irã e de um mecanismo de supervisão dos acordos.

Israel reagiu e anunciou que seu Exército “permanecerá nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período ilimitado”, segundo o ministro da Defesa, Israel Katz.

A comunidade internacional recebeu o acordo com alívio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esperar que as partes aproveitem o novo impulso. Reino Unido, França, Alemanha e Itália celebraram o acordo e se disseram dispostos a suspender sanções. Egito e Arábia Saudita também elogiaram o pacto.

Em Teerã, o vendedor Erfan, de 18 anos, disse esperar que o acordo seja assinado e que as sanções sejam suspensas. O bancário Hossein Hagh Parast, de 31 anos, opinou que o povo está insatisfeito com as mortes causadas pelo conflito.

O conflito começou em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos EUA contra o Irã, que respondeu atacando alvos americanos. Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra com ataques do Hezbollah contra Israel, que respondeu com uma ofensiva. Os bombardeios israelenses provocaram mais de 3.700 mortes desde março, segundo o governo libanês.

O governo de Beirute disse que não foi informado sobre o acordo. O acordo impulsionou as Bolsas e derrubou os preços do petróleo. O barril do West Texas Intermediate recuava mais de 5%, cotado a pouco mais de 80 dólares. O Brent era negociado por quase 83 dólares.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados