Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (14), que concluíram uma operação para extrair urânio altamente enriquecido do único reator nuclear da Venezuela, atualmente desativado. A operação foi concluída “em questão de meses, mais de dois anos antes do previsto inicialmente”, afirmou o Departamento de Estado.
O reator RV-1, localizado em Alto de Pipe, nos arredores de Caracas, “foi o primeiro e único reator nuclear do país, originalmente construído para pesquisa científica pacífica”, explicou o comunicado. “No final de abril, a Venezuela condicionou e preparou o transporte do urânio altamente enriquecido (UAE) de seu reator de pesquisa RV-1, que havia sido fornecido ao país como parte do histórico programa Átomos para a Paz dos Estados Unidos”, diz o texto.
“O material foi transportado pelo Reino Unido e chegou sem incidentes ao local de Savannah River, em Aiken, Carolina do Sul, no início de maio, para descarte final”, acrescentou a nota. Os Estados Unidos removeram ou eliminaram mais de 7,3 toneladas de material nuclear que poderia ser usado para fins militares em todo o mundo, afirmou o comunicado.
O reator experimental RV-1, construído pela General Electric, foi inaugurado pelo então presidente Rómulo Betancourt em dezembro de 1960. A operação foi conduzida em cooperação com o governo venezuelano e contou com apoio logístico do Reino Unido para o transporte do material.
Em outra frente de segurança nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) monitora a situação na usina de Zaporizhzhia, na Ucrânia, sob controle russo. A agência alerta para riscos de acidente devido a cortes de energia e falta de manutenção. A AIEA tem pedido acesso irrestrito à instalação para garantir a segurança do material nuclear no local.
