segunda-feira, agosto 17

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que os próximos passos da agenda econômica do país incluem reduzir os gastos obrigatórios, endurecer o arcabouço fiscal e modernizar o Estado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

Segundo Durigan, com a queda da taxa básica de juros, o Brasil terá “um boom” de investimentos. “Qual é o próximo passo? Diminuir o gasto obrigatório, manter a nossa regra de gasto do arcabouço, ou mesmo endurecê-la um pouco mais para dar esse sinal de credibilidade. E modernizar o Estado”, disse.

O ministro defendeu a unificação das notas fiscais na reforma tributária e o fim da declaração do imposto de renda. “O Estado tem que ser solução, tem que ser útil para as pessoas”, completou.

Durigan também comentou sobre o controle das contas públicas. Para ele, o governo precisa “seguir transformando regras internas” para diminuir o gasto obrigatório. Caso contrário, disse, o presidente só “apertará o botão”, em referência ao aumento das despesas não discricionárias.

Na entrevista, o ministro chamou o presidente da Argentina, Javier Milei, de “palhaço” por causa de ataques ao governo brasileiro. Milei afirmou que confia em Flávio Bolsonaro (PL) para “conseguir parar a escória socialista”. Durigan disse que “não dá para entrar na onda que o Brasil vai virar o apocalipse”.

O ministro destacou indicadores positivos, como a mínima na taxa de desemprego, mas ponderou que desafios como juros elevados e endividamento ainda não foram resolvidos. Com o custo de crédito alto, a economia tende a desacelerar, mas não há recessão projetada. “Falar em recessão é um exagero”, afirmou.

Cenário fiscal

Durigan reconheceu que há um desafio de trajetória nas contas públicas, mas garantiu que a situação fiscal para o próximo governo será melhor do que a encontrada por ele e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não é um desafio urgente, iminente, que vai quebrar o País ano que vem”, explicou.

Segundo o ministro, o Congresso tinha uma lista de pautas-bomba para votar neste ano, mas que foram travadas graças ao seu trabalho. “Veja que o Congresso Nacional tinha uma lista de projetos para votar até o primeiro semestre. Não votou, graças ao meu trabalho aqui em Brasília”, disse.

Ele repetiu que o Orçamento de 2027 será enviado sem surpresas e que os gastos públicos, incluindo os da Secretaria de Comunicação Social (Secom), seguem os limites fiscais e estão sujeitos a bloqueios orçamentários.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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