quinta-feira, maio 28

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. O texto foi aprovado em dois turnos de votação. No primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. No segundo turno, o placar foi de 461 votos favoráveis e 19 contrários.

A PEC altera o limite constitucional de horas trabalhadas. Pela proposta, a jornada semanal será reduzida das atuais 44 horas para 42 horas em até 60 dias após a promulgação. Depois desse período, haverá uma transição de 14 meses até a carga horária chegar a 40 horas semanais.

O texto também muda o formato da escala. O modelo passará de seis dias de trabalho para um de descanso para cinco dias de trabalho e dois de folga por semana. Um desses dias de folga deve ser, preferencialmente, aos domingos.

A votação mobilizou governo, oposição e movimentos sociais. Enquanto sindicatos e parlamentares da base defendiam a mudança para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, setores empresariais e parte da oposição alertaram para possíveis impactos econômicos e aumento de custos para as empresas.

Durante a tramitação, partidos apresentaram destaques para alterar o texto. O PL tentou retirar a regra de transição e defendeu o retorno da proposta original da deputada Erika Hilton, que previa jornada de 36 horas semanais em escala 4×3. As tentativas foram derrotadas no plenário.

O governo atuou para manter o acordo em torno do relatório do deputado Léo Prates. Para evitar mudanças, líderes governistas apresentaram uma emenda aglutinativa idêntica ao texto principal.

Agora, a PEC segue para o Senado, onde passará por nova rodada de debates e votações. Parlamentares da oposição já articulam estratégias para alongar a tramitação ou modificar pontos da proposta.

Outro assunto relacionado

Em outra frente no Congresso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar nos próximos dias um projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos. O texto, que já gerou debates entre empresas e trabalhadores, estabelece regras para remuneração e jornada dos motoristas e entregadores. A proposta é vista como um complemento às discussões sobre as novas relações de trabalho no país.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados