quarta-feira, agosto 19

O Brasil enfrenta um desafio importante nesta fase decisiva de um torneio, com um mata-mata contra um adversário forte do futebol europeu. O peso do passado recente é sentido, já que as eliminações para a Bélgica em 2018 e para a Croácia em 2022 ainda geram desconfiança.

O cenário atual, no entanto, traz um motivo de otimismo. A Seleção Brasileira reconquistou parte da confiança da torcida após uma classificação em primeiro lugar na fase de grupos e uma vitória sobre o Japão nas oitavas de final. O time mostra qualidade, mas o maior adversário fora de campo parece ser o “fogo amigo”.

Segundo pesquisas recentes, cerca de 10% da população prefere torcer abertamente contra o próprio país. Esse fenômeno não se limita às arquibancadas ou às redes sociais, mas também aparece na imprensa esportiva.

Uma parte da crônica esportiva parece ter se afastado afetivamente da camisa amarela, disfarçando de “crítica técnica” uma torcida pelo erro. É válido apontar falhas e questionar decisões, mas o que se vê em muitos casos vai além do jornalismo analítico.

O que se observa é um exercício de egoísmo disfarçado de opinião. Esses profissionais torcem pelo fracasso do Brasil por um motivo específico: o desejo de, após uma derrota, dizer “eu não avisei?”. Para eles, o triunfo do próprio ego vale mais do que a alegria de todo um povo.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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