terça-feira, agosto 18

O levantamento do CIES (Centro Internacional de Estudos do Esporte) sobre o valor de mercado das seleções da Copa do Mundo mostra o Brasil na sétima colocação do ranking, com um elenco avaliado em 821 milhões de euros. A seleção brasileira está atrás de Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Portugal e Holanda.

Uma comparação histórica chama a atenção. Em 2017, quando Neymar foi vendido pelo Barcelona ao PSG, a transferência custou 222 milhões de euros. Sozinho, Neymar valia na época cerca de 27% de todo o elenco brasileiro atual. Um único jogador representava mais de um quarto do valor de mercado de toda a Seleção de 2026.

O dado mostra uma mudança no futebol brasileiro. O país que produziu Pelé, Ronaldo, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e o próprio Neymar hoje não possui uma superestrela consolidada com valor tão alto. O mercado vê um grupo equilibrado, sem um craque incontestável.

O jogador mais valioso da Seleção Brasileira é o jovem atacante Rayan, revelado pelo Vasco e hoje no futebol inglês, avaliado em 100 milhões de euros. Rayan não é titular nem reserva imediato. Ele é uma terceira opção de Ancelotti para o ataque. É uma situação rara para uma potência mundial: o ativo mais valioso do elenco não é o principal jogador da equipe.

O ranking coloca em perspectiva os temores em relação a alguns adversários. Marrocos, apontado como uma seleção perigosa fora do eixo tradicional, tem elenco avaliado em cerca de 400 milhões de euros, metade do valor da Seleção Brasileira. Isso não garante vitória, mas mostra uma distância financeira entre os dois países.

Argentina atrás do Brasil no ranking

O dado mais curioso está logo atrás do Brasil. A Argentina, atual campeã mundial e favorita ao título, aparece na oitava posição com 764 milhões de euros. A Argentina vale menos que a Seleção Brasileira segundo os critérios de mercado.

A conclusão é que o dinheiro ajuda a medir talento, potencial e perspectiva de carreira, mas não ganha jogo. Se ganhasse, a Inglaterra seria favorita absoluta a cada Copa do Mundo.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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