quarta-feira, agosto 19

O auditor fiscal Denis Kobama Yonamine, investigado na Operação Fisco Paralelo, pediu à Justiça o benefício da Justiça gratuita e o desbloqueio de seu salário, de cerca de R$ 40 mil mensais. A operação foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo contra um esquema de R$ 1 bilhão em propinas na Secretaria da Fazenda e Planejamento.

A desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara de Direito Criminal, disse que a alegação de violação a princípios constitucionais precisa de análise mais aprofundada, o que não é possível em uma decisão liminar. Sobre o pedido de gratuidade, ela afirmou que será avaliado no momento adequado.

Na ação, Kobama argumenta que a redução de seus vencimentos fere princípios como presunção de inocência, irredutibilidade salarial, dignidade da pessoa humana e proporcionalidade. Os pedidos foram feitos por meio de um mandado de segurança criminal. Em abril, já afastado do cargo por ordem do secretário da Fazenda Samuel Kinoshita, o contracheque do auditor caiu para R$ 16,6 mil, devido ao corte de vantagens da carreira.

O benefício da Justiça gratuita é dado a quem comprova não ter dinheiro para pagar custas processuais sem prejudicar o próprio sustento ou o da família. Isso garante isenção de taxas, honorários periciais e outros custos.

Ao pedir o desbloqueio do salário, Kobama disse que os vencimentos têm natureza alimentar e que a redução total compromete a subsistência dele e de sua família. A defesa alega que a medida cautelar não pode ser usada como punição econômica antecipada antes de uma condenação definitiva. O auditor pede o restabelecimento imediato do pagamento integral e, ao final, a devolução dos valores não pagos.

Segundo os promotores do Gedec, Kobama tinha papel central no esquema. Ele integra o grupo de auditores fiscais investigados após a Operação Ícaro, de agosto de 2025, que desmontou um esquema de R$ 1 bilhão em propinas de grandes empresas do varejo para agilizar o ressarcimento de créditos de ICMS-ST.

Agente fiscal na Delegacia Regional Tributária do ABCD, Kobama seria o elo entre empresários interessados nas fraudes e a contadora do esquema, Maria Hermínia de Jesus Santa Clara, conhecida como “Nina”. A acusação diz que ele levantava dados contábeis, direcionava fiscalizações para servidores do grupo e oferecia maneiras de reduzir autuações fiscais ou obter créditos indevidos. Ele também fornecia informações para pedidos fraudulentos de ressarcimento de ICMS-ST e crédito acumulado, participando da preparação e do protocolo desses processos.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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