sexta-feira, maio 15

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou nesta sexta-feira (15) que o povo palestino não pode ser “ignorado” e que ninguém além dele tem o direito de determinar seu futuro. A declaração foi feita durante uma cerimônia pela Nakba, o êxodo de 1948, realizada na sede das Nações Unidas.

Desde 2023, a ONU marca oficialmente o aniversário da Nakba em virtude de uma resolução da Assembleia Geral. O termo “Nakba” significa “catástrofe” em árabe e se refere ao período em que aproximadamente 760 mil palestinos fugiram ou foram expulsos de seus lares com a criação do Estado de Israel.

Em discurso lido pelo embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, Abbas disse que relembrar este aniversário é reconhecer uma injustiça histórica contra o povo palestino. “Isto reafirma que nosso povo dinâmico não pode ser ignorado, nem tampouco o seu direito à autodeterminação, à independência, ao retorno e à soberania, como o de todas as nações”, afirmou.

O presidente palestino acrescentou que “ninguém neste mundo, repito, ninguém mais tem o direito de determinar o destino da Palestina”. Segundo ele, qualquer um que ache que é possível alcançar a paz e a segurança sem respeitar os direitos dos palestinos está completamente equivocado.

Abbas também lamentou que o cessar-fogo em Gaza continue sendo frágil. Ele disse que palestinos estão sendo assassinados, o território de Gaza está encolhendo e a entrega de ajuda humanitária continua sendo dificultada. O presidente afirmou que isso representa uma clara violação por parte de Israel da visão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referindo-se ao cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025 sob pressão de Washington.

Contexto do conflito

A Nakba de 1948 marcou o deslocamento forçado de centenas de milhares de palestinos durante a guerra que acompanhou a criação do Estado de Israel. O evento é lembrado anualmente pelos palestinos como um símbolo de sua diáspora e luta por direitos. A Autoridade Palestina, liderada por Abbas, busca o reconhecimento internacional de um Estado palestino independente, com base nas fronteiras de 1967 e com Jerusalém Oriental como capital.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados