A fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul no Brasil, informou ao mercado nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, que a produção da unidade em Pilar, na Argentina, está sendo oficialmente transferida para sua fábrica em Rio Claro, no interior de São Paulo.
O fechamento da unidade argentina, administrada pela Whirlpool Argentina, foi comunicado em 26 de novembro de 2025. Agora, o Conselho da companhia aprovou a transferência da produção para o Brasil. Segundo a empresa, a decisão faz parte de um processo contínuo de revisão da estrutura produtiva, alinhado com suas diretrizes de eficiência operacional, otimização da capacidade instalada e alocação de recursos.
A Whirlpool Brasil também comunicou que adquiriu ativos industriais e bens operacionais da Whirlpool Argentina como parte das adaptações necessárias para as atividades de produção. O processo de mudança para o novo polo de produção seguirá um cronograma de transição para total adaptação operacional e logística.
O valor pago pela aquisição dos ativos e bens foi estimado em US$ 36,7 milhões, o equivalente a cerca de R$ 194 milhões na época da operação. A transação foi realizada em janeiro de 2026 e aprovada pelo Conselho no final de dezembro de 2025.
A empresa destacou que o mercado argentino continuará a ser atendido por produtos fabricados em diferentes unidades do grupo, com a distribuição sendo feita pela própria operação da Whirlpool na Argentina.
A reestruturação produtiva é um movimento observado em várias multinacionais que atuam no Mercosul, buscando ganhos de escala e sinergia entre as plantas fabris. A concentração da produção em um único polo industrial, quando possível, permite reduzir custos fixos e simplificar a cadeia de suprimentos.
No caso da Whirlpool, a fábrica de Rio Claro, em São Paulo, já é um centro de produção consolidado para o mercado brasileiro e para exportação. A capacidade ociosa existente na unidade paulista pode ser preenchida com as linhas de produção transferidas, otimizando o uso da infraestrutura já disponível.
Movimentos como esse também impactam a logística regional. A partir de agora, os produtos que antes eram fabricados na Argentina para abastecer aquele mercado passarão a ser exportados do Brasil, o que altera o fluxo de cargas e pode exigir novos acordos comerciais e aduaneiros entre os países.