quarta-feira, abril 1

O centro de ações da missão Artemis 2 da Nasa à Lua está localizado em um conjunto de escritórios de concreto construído nos anos 1960, no Texas, Estados Unidos.

Trata-se do Centro de Controle de Missões Christopher C. Kraft, Jr., na periferia de Houston. O local recebeu o nome do homem que criou o conceito de reunir, em uma única sala e sob um diretor de voo, todas as pessoas responsáveis pela espa&ccedilon;onave.

O controle da missão original, que supervisionou o primeiro pouso na Lua e o incidente da Apollo 13, está preservado como Marco Histórico Nacional. Do outro lado do salão, fica a sala de controle moderna para as missões lunares do século 21.

Fiona Antkowiak, uma das nove diretoras de voo designadas para a Artemis 2, afirma que a estrutura criada por Chris Kraft resistiu ao teste do tempo. A missão, programada para lançamento em abril de 2026, levará quatro astronautas em um voo ao redor da Lua.

A equipe em Houston será responsável por manter a missão no curso e trazer a tripulação de volta à Terra com segurança após 10 dias. Trabalhando em três turnos, o controle da missão manterá comunicação com a espa&ccedilon;onave, enviará comandos e monitorará desde a trajetória até os batimentos cardíacos dos astronautas.

O papel do controle da missão é manter os astronautas e a espa&ccedilon;onave Orion em segurança, além de atingir os objetivos do voo. A sala atual é uma mistura do novo e do velho, com telas sensíveis ao toque substituindo os consoles antigos, mas mantendo nomes de funções que datam das primeiras missões.

Além da tecnologia, uma grande mudança foi a aparência dos controladores. Enquanto nas fotos da era Apollo todos eram homens brancos, hoje a equipe tem mais diversidade, com mulheres frequentemente na liderança.

Cada aspecto do voo é supervisionado desta sala. Todas as comunicações com a tripulação são feitas por um comunicador de cápsula, ou “capcom”, mas a autoridade final para decisões rápidas é do diretor de voo.

Para apoiar o trabalho na sala principal, outra equipe atua na Sala de Avaliação da Missão Orion (Mer), no mesmo edifício. Segundo Trey Perryman, chefe da Orion Mer, essa equipe tem uma perspectiva diferente, focada em monitorar detalhes e liderar a resolução de problemas.

Os engenheiros da Mer são os mesmos que projetaram e construíram a espa&ccedilon;onave, conhecendo seus componentes minuciosamente. A equipe inclui um grupo europeu, responsável pelo módulo de serviço fornecido pela Agência Espacial Europeia e construído pela Airbus na Alemanha.

O módulo contém o motor principal, combustível, água e ar para os astronautas. A equipe europeia é descrita como fundamental para ajudar a trazer a tripulação para casa com segurança.

Embora a primeira missão não tripulada, Artemis 1, tenha tido poucas falhas, o histórico de voos espaciais humanos indica a necessidade de se preparar para qualquer eventualidade. Quase todas as missões lunares Apollo tiveram alguma anomalia, resolvidas graças ao conhecimento combinado das equipes em terra.

As simulações são parte importante da preparação. As equipes praticam diversos cenários para garantir que estarão prontas para agir diante de imprevistos durante a missão Artemis 2, mantendo a tradição de controle e expertise estabelecida desde os primórdios da exploração espacial.

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Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados