quarta-feira, maio 13

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca. O encontro durou três horas e abordou temas como combate ao crime organizado, tarifas comerciais, minerais críticos e a relação com as big techs.

Ministros presentes avaliaram a reunião como positiva e um sucesso. “Saio satisfeito da reunião. Não tenho assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível”, disse Lula em entrevista coletiva na embaixada brasileira.

Um dos objetivos do governo brasileiro era entregar uma proposta de cooperação em segurança pública, incluindo o combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro. O documento foi entregue em inglês a Trump. “Ele disse que ia ler a proposta à noite”, afirmou Lula. O presidente brasileiro negou que a possível designação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas tenha sido tratada no encontro.

Houve divergências sobre tarifas comerciais. Lula contestou o argumento de Trump sobre um desequilíbrio favorável ao Brasil. “O Brasil teve um déficit de US$ 14 bilhões com os Estados Unidos. Então, ele sempre acha que nós cobramos muito imposto. A média do imposto que nós cobramos é 2,7%”, afirmou. Diante do impasse, Lula propôs a criação de um grupo de trabalho para apresentar uma proposta em 30 dias.

Lula afirmou ter entregue a Trump uma lista com nomes de autoridades brasileiras com vistos negados pelos EUA, incluindo ministros do STF e a filha de 10 anos do ministro Alexandre Padilha. “Eu entreguei a lista porque eu já tinha entregado a lista uma vez e não foi resolvido o assunto”, disse. Ele mencionou ainda o PL da dosimetria, aprovado pelo Congresso, que pode reduzir penas de condenados pelo 8 de Janeiro.

Sobre Cuba, Lula disse ter se oferecido para mediar conversas e criticou o bloqueio econômico. Segundo ele, Trump sinalizou, por meio de intérprete, que não pensa em invadir a ilha. “É um sinal importante”, avaliou Lula.

Em um momento de descontração, Lula brincou com Trump sobre a Copa do Mundo. “Eu disse: ‘ó, eu espero que você não venha anular o visto dos jogadores brasileiros pra seleção. Por favor, não faça isso porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa do Mundo'”, relatou. Trump teria rido. Durante o almoço, o presidente americano reclamou que não gosta de laranja na salada e foi visto tirando a fruta do prato. Lula classificou o vínculo com Trump como uma “relação sincera” e de “amor à primeira vista”.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados