quinta-feira, março 19

Um avião da Polícia Federal foi até a Bolívia para transportar o brasileiro Douglas de Azevedo Carvalho, de 34 anos, de volta ao país. Ele foi preso no domingo, dia 15, na cidade de Santa Cruz de La Sierra. As investigações o apontam como um dos principais chefes do crime organizado atuante em Minas Gerais.

A ação para trazê-lo foi feita em conjunto pela Polícia Federal e pela Polícia Civil mineira. Após o embarque na Bolívia, o voo tem como destino inicial Brasília. Depois, segue para Belo Horizonte, onde o preso será entregue ao sistema penitenciário do estado de Minas Gerais.

Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido pelo apelido de “Mancha”, é alvo de investigações por crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e por fazer parte de uma organização criminosa. De acordo com as autoridades policiais, ele era o comandante de uma facção intitulada Tropa do Douglas, que também era chamada de Tropa da Doideira (TDD). Posteriormente, ele teria estabelecido uma aliança com a facção Primeiro Comando da Capital.

O criminoso estava foragido da Justiça brasileira e vivia na Bolívia. Sua residência era uma mansão de luxo, localizada em um condomínio de alto padrão em Santa Cruz de La Sierra. O imóvel está avaliado em aproximadamente 15 milhões de reais. Douglas possuía um mandado de prisão expedido pela Justiça de Minas Gerais e também integrava a lista de procurados do programa Captura, gerido pelo Ministério da Justiça.

Conforme apurado nas investigações, antes de fugir do Brasil, o acusado rompeu o monitoramento por tornozeleira eletrônica. O equipamento foi deixado para trás, dentro de um bicho de pelúcia, na cidade de Capitólio, em Minas Gerais. A previsão é que ele fique sob custódia em Minas Gerais durante todo o andamento dos processos judiciais a que responderá.

A prisão de Douglas de Azevedo Carvalho ocorre em um contexto de operações contra o tráfico internacional. Recentemente, outros casos ganharam destaque, como a apreensão de um avião com mais de 500 quilos de cocaína no Maranhão e a detenção de outros chefes do narcotráfico em Santa Catarina. Essas ações ilustram a atuação coordenada de forças policiais em diferentes fronteiras.

O transporte de presos de alta periculosidade em aeronaves oficiais é um procedimento padrão da Polícia Federal para garantir a segurança e a eficiência na transferência entre países. A cooperação com forças policiais estrangeiras, como no caso com a Bolívia, é um elemento constante no combate a organizações criminosas transnacionais. A expectativa das autoridades é que a prisão possa fornecer novas informações sobre as rotas e os métodos utilizados pelo tráfico de drogas na região.

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Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados