Um avião da Polícia Federal foi até a Bolívia para transportar o brasileiro Douglas de Azevedo Carvalho, de 34 anos, de volta ao país. Ele foi preso no domingo, dia 15, na cidade de Santa Cruz de La Sierra. As investigações o apontam como um dos principais chefes do crime organizado atuante em Minas Gerais.
A ação para trazê-lo foi feita em conjunto pela Polícia Federal e pela Polícia Civil mineira. Após o embarque na Bolívia, o voo tem como destino inicial Brasília. Depois, segue para Belo Horizonte, onde o preso será entregue ao sistema penitenciário do estado de Minas Gerais.
Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido pelo apelido de “Mancha”, é alvo de investigações por crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e por fazer parte de uma organização criminosa. De acordo com as autoridades policiais, ele era o comandante de uma facção intitulada Tropa do Douglas, que também era chamada de Tropa da Doideira (TDD). Posteriormente, ele teria estabelecido uma aliança com a facção Primeiro Comando da Capital.
O criminoso estava foragido da Justiça brasileira e vivia na Bolívia. Sua residência era uma mansão de luxo, localizada em um condomínio de alto padrão em Santa Cruz de La Sierra. O imóvel está avaliado em aproximadamente 15 milhões de reais. Douglas possuía um mandado de prisão expedido pela Justiça de Minas Gerais e também integrava a lista de procurados do programa Captura, gerido pelo Ministério da Justiça.
Conforme apurado nas investigações, antes de fugir do Brasil, o acusado rompeu o monitoramento por tornozeleira eletrônica. O equipamento foi deixado para trás, dentro de um bicho de pelúcia, na cidade de Capitólio, em Minas Gerais. A previsão é que ele fique sob custódia em Minas Gerais durante todo o andamento dos processos judiciais a que responderá.
A prisão de Douglas de Azevedo Carvalho ocorre em um contexto de operações contra o tráfico internacional. Recentemente, outros casos ganharam destaque, como a apreensão de um avião com mais de 500 quilos de cocaína no Maranhão e a detenção de outros chefes do narcotráfico em Santa Catarina. Essas ações ilustram a atuação coordenada de forças policiais em diferentes fronteiras.
O transporte de presos de alta periculosidade em aeronaves oficiais é um procedimento padrão da Polícia Federal para garantir a segurança e a eficiência na transferência entre países. A cooperação com forças policiais estrangeiras, como no caso com a Bolívia, é um elemento constante no combate a organizações criminosas transnacionais. A expectativa das autoridades é que a prisão possa fornecer novas informações sobre as rotas e os métodos utilizados pelo tráfico de drogas na região.