terça-feira, agosto 18

O filme ‘A Odisseia’, nova superprodução do cineasta Christopher Nolan, estreia nesta quinta-feira, 16, nos cinemas brasileiros e já divide a opinião da crítica especializada. A obra, que adapta o poema épico grego de Homero, tem gerado debates acalorados.

A crítica Stephanie Zacharek, da revista americana Time, afirmou que o longa é “mais uma razão para o desespero”. Já Manohla Dargis, do jornal The New York Times, classificou a produção de três horas como “monumental” e uma carta de amor ao cinema. Richard Brody, da revista The New Yorker, disse que Nolan é “anacrônico e desesperado para agradar a plateia”, mas faz isso com “confiança vigorosa”.

O elenco estrelado inclui Matt Damon como o herói Odisseu, Anne Hathaway como a esposa Penélope e Tom Holland como o filho do casal. As cenas foram rodadas com câmera IMAX, uma novidade na indústria. Apesar de ser considerado longo, o filme é envolvente e dialoga com pontos sensíveis do público atual, tornando o texto clássico acessível.

Por outro lado, o excesso de astros hollywoodianos é apontado como uma distração. A duração poderia ser reduzida em cerca de 20 minutos. As salas IMAX não são acessíveis para a maior parte do público, que terá de se contentar com cinemas comuns. Quem conhece profundamente a obra de Homero tende a torcer o nariz.

Desde seu anúncio, a produção criou uma expectativa altíssima no público. A cada notícia sobre escalação de elenco ou inovações de bastidores, surgiam discussões que cruzavam a fronteira do cinema com a visão política. O magnata Elon Musk criticou o elenco diverso de Nolan, que inclui a atriz negra Lupita Nyong’o como Helena e o ator trans Eliott Page como um soldado. Conservadores também se irritaram com essas escolhas.

O lado positivo de tanta controvérsia é que ‘A Odisseia’ está na boca do povo. Os ingressos nas salas IMAX estão esgotados, e o épico de Homero sobrevive em tempos de vídeos curtos de 30 segundos.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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