terça-feira, fevereiro 3

Recentes pesquisas indicam que adultos com maior massa muscular e menor gordura visceral podem ter cérebros biologicamente mais jovens. Os resultados devem ser apresentados na próxima reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte, mostrando a composição corporal como um possível indicador da saúde cerebral durante o envelhecimento.

O estudo analisou a relação entre massa muscular, gordura abdominal profunda (também chamada de gordura visceral) e o envelhecimento do cérebro. Os pesquisadores descobriram que participantes com mais gordura em relação à massa muscular apresentaram um cérebro mais envelhecido, quando avaliados por inteligência artificial. Em contraste, aqueles com maior volume muscular exibiram um cérebro mais jovem.

A pesquisa envolveu 1.169 adultos saudáveis, com média de 55 anos. Todos foram submetidos a ressonâncias magnéticas que avaliaram quatro componentes: volume total de músculos, gordura visceral, gordura subcutânea e estruturas cerebrais. As imagens foram analisadas por um algoritmo de inteligência artificial que quantificou cada tipo de tecido e estimou a idade cerebral com base nas características observadas nas ressonâncias.

Os achados mostraram que a gordura subcutânea não estava relacionada à idade cerebral. Em contrapartida, a gordura visceral, que se localiza dentro da cavidade abdominal e rodeia órgãos vitais, estava associada a uma idade cerebral mais avançada, enquanto maior massa muscular estava ligada a uma idade cerebral mais jovem.

A gordura visceral é difícil de detectar sem exames. Ela está associada a alterações metabólicas que podem causar inflamação e desregulação hormonal, fatores que podem acelerar processos que afetam o cérebro. Assim, os autores ressaltam que avaliar apenas o peso ou o índice de massa corporal (IMC) pode omitir informações relevantes sobre a saúde.

Manter a massa muscular é fundamental. Os pesquisadores afirmam que, à medida que os músculos são preservados ao longo da vida, isso pode reduzir a fragilidade e oferecer proteção ao cérebro contra a deterioração cognitiva. Medir a massa muscular via ressonância magnética pode se tornar uma ferramenta útil para monitorar intervenções que visam prevenir doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Esse estudo mostra que acompanhar a composição corporal pode ser uma forma eficaz de pesquisa e cuidado com pacientes. A análise combinada de músculos e gordura visceral fornece uma visão clara de como o corpo impacta o envelhecimento cerebral.

Os pesquisadores indicam que exames de imagem podem ser usados para monitorar intervenções que aumentam a massa muscular e diminuem a gordura visceral. Isso permite avaliar se programas de exercício, mudanças na alimentação ou terapias estão trazendo resultados positivos.

Além disso, o estudo alerta sobre o uso de medicamentos para perda de peso, como os agonistas de GLP-1. Embora ajudem a diminuir a gordura, esses medicamentos podem resultar na perda de massa muscular. Portanto, os pesquisadores recomendam que a composição corporal seja acompanhada em tratamentos clínicos, para fazer ajustes de dosagem e evitar a redução de músculos durante o tratamento.

Por fim, a saúde do cérebro é uma preocupação crescente à medida que envelhecemos. Compreender como a composição corporal afeta a saúde cerebral pode ajudar a promover envelhecimento saudável. O estudo destaca a importância de envolvê-la não apenas em diagnósticos, mas também em acompanhamento e prevenção. Identificar fatores que impactam a cognição é fundamental para o bem-estar a longo prazo.

Investir em exercícios que preservem a massa muscular e favoreçam a redução da gordura visceral pode ser um passo importante para garantir um cérebro saudável. A ciência avança e traz novas perspectivas sobre como cuidar da saúde, mostrando que cuidar do corpo pode refletir diretamente em nossa mente.

As medidas preventivas e uma abordagem ativa para manter a saúde física não são apenas benéficas para o corpo, mas também têm impacto direto na saúde mental. Essa abordagem pode incluir exercícios regulares, alimentação balanceada e monitoramento médico constante.

Assim, ao focarmos na composição corporal e suas implicações, podemos não apenas viver mais, mas viver melhor. Buscar um estilo de vida saudável refletirá positivamente na saúde do cérebro e promoverá um envelhecimento digno e com qualidade.

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