A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se reuniu nesta terça-feira (14) com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o andamento do acordo que prevê o socorro ao BRB (Banco de Brasília). A medida é uma resposta aos prejuízos causados pelo caso Master.
De acordo com dois interlocutores que acompanham as negociações, o encontro teve caráter técnico. O objetivo foi tratar das ações em andamento conforme o acordo homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no fim de maio.
O governo de Celina busca viabilizar um empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de até R$ 6,6 bilhões. A operação não conta com aval da União. No entanto, há resistência dos bancos privados que atuariam como fiadores, e as conversas seguem em andamento.
Participaram da reunião o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino Oliveira. Pelo Banco Central, estiveram presentes os diretores Ailton de Aquino (Fiscalização) e Gilneu Vivan (Regulação), além do procurador-geral Cristiano Cozer.
O encontro ocorre a três semanas do fim do prazo dado pelo próprio BRB ao Banco Central. A instituição prometeu implementar medidas de capitalização para resolver a crise gerada pelas operações fraudulentas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em fevereiro, o Banco de Brasília apresentou um documento com ações preventivas de recomposição de capital. O prazo para implementação era de 180 dias.
Acionista controlador do BRB, o governo do Distrito Federal enfrenta dificuldades no processo por falta de dinheiro em caixa. A saída encontrada foi recorrer à captação de recursos.
Desde que o escândalo do Banco Master veio a público, os relatórios operacionais do BRB estão represados. A instituição está há um ano sem divulgar seus resultados financeiros.