quinta-feira, maio 21

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há desafios. Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tributos nas notas fiscais, e alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Em conversa com o blog, Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, falam sobre a adaptação das empresas e sobre os desafios da reforma tributária.

Segundo Idésio, a entrada dos documentos eletrônicos, em janeiro e fevereiro, foi um período de adaptação. “Conseguimos passar pela fase de adaptação com muita proximidade com as empresas, para entender onde estavam os principais desafios. Principalmente nos layouts dos documentos municipais, a NFS-e”, afirmou. A empresa entregou o primeiro módulo, de conciliação, e a contabilização será entregue em maio.

Edinilson Apolinário destacou que as empresas tiveram muitas dúvidas, mas foram bem na parte de documentos fiscais de mercadorias. “Os municípios estão tendo desafios. Muitos deles não definiram se vão para o modelo nacional ou se vão adotar o local. Muitos municípios deixaram a versão antiga e a nova funcionando. Isso permitiu que não tivesse travamento de emissão”, disse.

Módulos e sistemas

Idésio explicou que a empresa trabalha para conectar a jornada tributária. “A reforma criou a necessidade de mais um módulo, em que eu concilio tudo isso. Essa plataforma de conciliação trabalha no nível do documento fiscal, ou seja, eu posso fazer a auditoria do próprio documento. Isso evita erros, também facilita o trabalho do gestor fiscal e de uma auditoria futura.”

Edinilson afirmou que tudo acontece agora em tempo real. “Não basta receber uma pré-apuração, preciso criticá-la. Para isso, preciso olhar as minhas transações no ERP, nos sistemas internos, para saber se vou aceitar ou não aquela informação que o fisco traz. Preciso fazer isso diariamente.”

Sobre os sistemas federal da CBS e separado do IBS, Edinilson disse que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado. “Preparamos a solução para receber as informações ainda que sejam de sistemas diferentes. A expectativa é que não tenha diferença estrutural. Trabalhamos com a arquitetura de que a empresa ou o profissional vai ter a mesma tela do lado de cá.”

Cadeia de fornecimento e urgências

Idésio afirmou que a empresa fez uma solução para trabalhar a cadeia de fornecimento com alguns clientes. “Como os nossos produtos são feitos para grandes empresas, a gente propôs para alguns clientes que têm alguma dificuldade na cadeia para replicar a solução, e conseguimos viabilizar isso economicamente.”

Edinilson destacou que as empresas já estão em outro patamar. “Saiu aquele pensamento de monitorar regra. As legislações estão postas. Ficou muito claro o divisor de águas para uma atuação mais prática, mais operacional, ligada a questões de sistemas.” Ele também apontou um olhar estratégico, avaliando impacto em pricing e contratos. “Os contratos que vencem agora, e são de médio e longo prazo, já precisam ser renovados com o novo modelo.”

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados