segunda-feira, agosto 17

A recente decisão da Advertising Standards Authority (ASA) do Reino Unido trouxe à tona um debate sobre a responsabilidade das empresas em relação à publicidade voltada ao público jovem. O órgão regulador baniu um anúncio da Disney que apresentava uma cena considerada “ameaçadora”, onde um alienígena segurava um corpo humano decapitado. A decisão foi motivada por queixas de pais que argumentaram que a imagem era “inapropriada e perturbadora” para crianças pequenas.

O anúncio em questão promovia o filme Predator Badlands, que será lançado em novembro. A peça publicitária, vista em um outdoor em Giffnock, Glasgow, mostrava um alienígena de aparência distorcida segurando um corpo humano pela nuca, com a parte inferior do corpo ausente e a espinha exposta. Além disso, o cartaz exibia closes do rosto do alienígena e seu sorriso ameaçador, acompanhado da frase “bem-vindo a um mundo de dor”.

A Disney, através de sua subsidiária Twentieth Century Studios, defendeu o anúncio afirmando que o corpo severamente danificado era, na verdade, o de um “synth”, um robô que não se parecia com um ser humano. A empresa argumentou que a natureza estilizada da cena não causaria dano ou ofensa, especialmente considerando que o filme é classificado como 12A, que indica que é adequado para jovens a partir de 12 anos, com supervisão de adultos.

Apesar das justificativas da Disney, o ASA concluiu que a imagem do corpo severado e a representação do alienígena eram suficientemente “gory” para assustar crianças menores. O regulador observou que a presença do torso severado e da espinha exposta, juntamente com a mensagem ameaçadora, tornava o anúncio inadequado para um público geral, incluindo crianças. O ASA enfatizou a obrigação da Disney de garantir que suas propagandas não causem angústia a públicos vulneráveis.

A decisão do ASA, que proíbe o anúncio em sua forma atual, reforça a necessidade de as empresas de entretenimento considerarem os impactos de suas mensagens publicitárias, especialmente em formatos visuais que podem ser acessados por um público jovem. O órgão regulador também lembrou a Disney de que deve evitar que anúncios que possam causar desconforto sejam expostos a crianças no futuro.

Em resposta à decisão, um porta-voz da Disney declarou: “Reconhecemos a decisão da ASA. Levamos nossas responsabilidades com o público muito a sério e nos esforçamos para trabalhar em estreita colaboração com nossos parceiros para atender aos padrões exigidos.”

Este incidente destaca a crescente responsabilidade das empresas de mídia e entretenimento em garantir que suas campanhas publicitárias sejam sensíveis às preocupações dos pais e da sociedade em geral. O equilíbrio entre criatividade e responsabilidade social continua a ser um desafio significativo na indústria da publicidade.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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