quarta-feira, agosto 19

O crítico de cinema Roger Ebert, conhecido por suas opiniões fortes, emitiu um veredicto sobre o filme “Thor” de 2011 que, com o tempo, se mostrou equivocado em relação a um personagem específico. Em sua análise, Ebert deu ao longa-metragem do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) apenas 1,5 de 4 estrelas, classificando-o como um “fracasso como filme, mas um sucesso como marketing”.

Na crítica, Ebert descreveu o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor, interpretado por Chris Hemsworth, como superficiais. No entanto, foi sua avaliação sobre o personagem Loki, vivido por Tom Hiddleston, que mais se destacou pelo erro de previsão. O crítico afirmou que Loki era “tristemente carente de carisma” e que o personagem “poderia muito bem estar usando um crachá dizendo: ‘Oi! Não se pode confiar em mim!'”. Ele ainda questionou: “Você estará pensando em Loki seis minutos depois de este filme terminar?”

A história, no entanto, provou que Ebert estava errado. O Loki de Tom Hiddleston se tornou um dos personagens mais amados do MCU. Ao contrário da tendência de vilões de filmes de super-heróis morrerem ou desaparecerem, Loki ganhou destaque constante. O personagem transformou Hiddleston em um símbolo sexual e, em 2021, ganhou sua própria série de televisão no Disney+.

O filme “Thor” apresentou Loki como um vilão simpático. Diferente dos quadrinhos, onde o personagem é um trapaceiro que sente desprezo pelo irmão, o MCU o transformou em uma figura trágica. O Loki de Hiddleston ama sua família, especialmente o pai Odin, e busca o trono de Asgard por se sentir preterido em favor do irmão mais velho. Ao descobrir que é um Gigante de Gelo, abandonado por ser franzino, sua motivação se torna provar seu valor, tentando destruir Jotunheim para convencer Odin de que é um verdadeiro asgardiano.

Em 2012, em “Os Vingadores”, Loki assumiu sua persona de supervilão, e Hiddleston mostrou sua habilidade em interpretar tanto a melancolia quanto a megalomania. O público aprovou tanto o novo Loki que a sequência de 2013, “Thor: O Mundo Sombrio”, foi reescrita para dar mais tempo de tela ao personagem. A crítica de Ebert sobre “Os Vingadores”, que deu 3 de 4 estrelas ao filme, não menciona Hiddleston ou Loki fora do resumo da trama, deixando dúvidas se o crítico mudou de opinião sobre o ator. Independentemente disso, o exército de fãs de Loki continua forte 15 anos depois.

Essa não é a única crítica controversa de Ebert envolvendo vilões de filmes de super-heróis. Ele e seu parceiro de críticas, Gene Siskel, elogiaram “Batman: A Máscara do Fantasma”, mas criticaram a voz de Mark Hamill como o Coringa, comparando-a negativamente às interpretações de Jack Nicholson e Cesar Romero. A opinião, considerada um erro histórico por fãs, mostra que até os maiores críticos podem errar em suas avaliações.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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