quarta-feira, agosto 19

Enquanto no Brasil a Embraer e a Saab mostravam o primeiro F-39 Gripen feito no país, a Coreia do Sul também seguia com seu programa de aviões de combate. A nação revelou o primeiro KF-21 Boramae de produção em série, que deve começar a operar ainda este ano.

A cerimônia de “rollout” aconteceu na fábrica da Korea Aerospace Industries (KAI), em Sacheon. Estiveram presentes o presidente Lee Jae Myung e outras autoridades. Em seu discurso, o líder ressaltou o significado do momento, dizendo que o país agora tem meios próprios para defender sua soberania no espaço aéreo. O modelo apresentado é biplace e tem a matrícula 26-001.

Este marco vem pouco mais de três anos após o primeiro voo do KF-21, realizado em julho de 2022 com um protótipo. O programa, que custa cerca de US$ 12 bilhões, foi iniciado em 2016. Seu objetivo é substituir os antigos F-4 Phantom II e F-5 Tiger II da Força Aérea da República da Coreia. A nova aeronave também vai complementar a frota atual, que inclui modelos como o F-15K Slam Eagle, o KF-16 Fighting Falcon, o FA-50 Golden Eagle e o F-35 Lightning II.

A Força Aérea sul-coreana é a primeira cliente, com uma encomenda de 40 unidades. A Indonésia também deve comprar 16 aeronaves. O país participa do desenvolvimento do projeto e se comprometeu a financiar aproximadamente 20% do programa. No entanto, atrasos nos pagamentos indonésios e a recente aquisição de outros caças geraram dúvidas sobre o comprometimento de Jacarta.

A entrega do primeiro KF-21 de série representa um avanço na estratégia da Coreia do Sul para fortalecer sua indústria de defesa. Apesar de usar partes estrangeiras, como motores e armas, o projeto foi desenvolvido localmente, o que consolida a capacidade industrial e tecnológica nacional.

Em termos de design, o KF-21 tem linhas inspiradas em caças de quinta geração, como o F-22 Raptor. Nas primeiras versões, porém, a aeronave carrega armas externamente, o que reduz suas características furtivas. A Korea Aerospace Industries já planeja desenvolver versões mais avançadas, com compartimentos internos para armamentos e um maior nível de baixa observabilidade.

O desenvolvimento de caças nacionais é um tema presente em vários países que buscam maior autonomia estratégica. Além dos programas do Brasil e da Coreia do Sul, outras nações com setores aeronáuticos consolidados também investem em projetos próprios. Esses esforços visam não apenas modernizar as frotas, mas também dominar tecnologias sensíveis e gerar independência na aquisição de equipamentos militares. A capacidade de produzir sistemas de defesa complexos internamente é vista como um elemento importante para a segurança nacional e para a projeção internacional de um país.

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Cristina Leroy Silva, autora do portal
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados

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